Em um mês, o número de sírios bloqueados ao longo da fronteira jordaniana pulou de 12 mil para 16 mil, informou o reino hachemita nesta segunda-feira (11), acrescentando que organizações humanitárias estão colaborando na ajuda aos refugiados.
"Quase 16 mil sírios se encontram nos campos, atualmente, na fronteira oriental da Jordânia", disse à agência France Presse o porta-voz do governo Mohamed Momani.
Em 9 de dezembro, a Jordânia classificou de "muito exagerado" o número de sírios bloqueados em suas fronteiras. Na época, a ONU estimou esse número em cerca de 12 mil refugiados.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) e a ONG Human Rights Watch (HRW) pediram ao reino que acolhesse esses refugiados.
Segundo Momani, os refugiados que chegam do leste e do norte da Síria se beneficiam da ajuda humanitária de ONGs e do governo.
Ele disse que o reino permitiu que essas organizações tivessem acesso à "zona militar", onde estão os refugiados e aonde, até o início de dezembro, apenas o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) poderia chegar.
A partir de agora, além do CICV, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização Internacional para os Migrantes (OIM) e o Acnur poderão ajudar os 16 mil refugiados, acrescentou Momani.
"A Jordânia encoraja os organismos internacionais a fornecer todo o apoio necessário", completou.