A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira (7) a proibição de todos os malaios de deixar o país até que o caso do assassinato de Kim Jong-nam, irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un, em Kuala Lumpur, seja "devidamente resolvido".
O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano notificou a embaixada da Malásia em Pyongyang que não permitirá a saída de nenhum malaio até que não possa garantir a segurança de seus cidadãos e pessoal diplomático no país do sudeste asiático, segundo uma nota da agência estatal "KCNA", divulgada pela agência sul-coreana "Yonhap".
O anúncio acontece no dia seguinte que Pyongyang declarou como "persona non grata" o embaixador malaio na Coreia do Norte, Mohamad Nizan Mohamad, em represália pela expulsão de seu embaixador na Malásia, ordenada por Kuala Lumpur no último sábado (4), após suas críticas à investigação pelo assassinato de Kim Jong-nam.
O governo da Málisa informou que há 11 malaios na Coreia do Norte, que proibiu o grupo de deixar o país até que o caso do assassinato de Kim Jong-nam seja esclarecido.
O vice-ministro das Relações Exteriores, Reezal Merican, afirmou que três são funcionários da embaixada e o restantes são familiares.