A mansão de sete andares do bilionário Jeffrey Epstein em Manhattan, Nova York (EUA), a casa onde ele e convidados supostamente se envolveram em incontáveis atos sexuais ilegais com menores de idade, foi vendida nesta semana a um comprador misterioso por um preço bem abaixo do valor inicial. O preço pedido pela casa infame foi fixado em US$ 88 milhões (R$ 492 milhões) - mas, de acordo com a CNN, ela foi vendida na terça-feira por aproximadamente US$ 51 milhões (R$ 285 milhões), com incrível desconto de R$ 207 milhões.
Apesar de estar situada em área nobre da metrópole americana, a mansão perdeu bastante valor por ter sido cenário de crimes sexuais.
Os fundos da venda serão entregues ao Programa de Compensação das Vítimas de Epstein, que recentemente suspendeu os pagamentos porque estava com pouco dinheiro.
"Estamos ansiosos para retomar a emissão de ofertas de compensação o mais rapidamente possível", disse o advogado de Epstein, Dan Weiner.
É a primeira vez que uma das casas de Epstein é vendida desde sua morte por enforcamento em cela de prisão em Manhattan em agosto de 2019, quando aguardava julgamento por tráfico de menores.

A britânica Ghislaine Maxwell, ex-namorada do bilionário, foi presa fevereiro do ano passado, após tentar impedir a divulgação de documento produzido durante uma investigação de 2015, em que uma das jovens supostamente abusadas pelo empresário o denunciava pelo crime. O caso foi considerado encerrado em 2017. Ghislaine negou ter aliciado menores de idade e disse não ter visto que Epstein cometera abusos. A britânica também é acusada de seis crimes relacionados ao tráfico sexual de menores. Ela nega todas as acusações.
Segundo a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein pagava centenas de dólares em dinheiro para meninas irem até suas casas de luxo, em Nova York e na Flórida, e realizarem atos sexuais, ou para recrutar outras menores com a mesma finalidade. Abusos sexuais também teria ocorrido na ilha caribenha de Little Saint James, que pertencia a Epstein, nas Ilhas Virgens Americanas. O local acabou conhecido como "Ilha dos Pedófilos".
