A ex-mulher do governador de Nova York (EUA), Andrew Cuomo, dormiu trancada em um banheiro da casa em que moravam, por opção dela, quando o processo do divórcio estava para ser finalizado.
A afirmação foi feita por Michael Shnayerson, biógrafo de Cuomo, que foi casado com Kerry Kennedy, filha de Robert F. Kennedy. A declaração põe mais fogo na série de acusações de assédio sexual que teria sido cometido pelo governador.
O autor recordou o caso em um artigo para a "Vanity Fair", alegando que o democrata tem um histórico de "abusos físicos".
Em resposta, o porta-voz de Cuomo considerou as alegações "falsas" e "história de tabloide".
Kerry teria dito à família que em "mais de uma ocasião" ela havia dormido no banheiro trancado enquanto o casal planejava o divórcio antes da separação oficial, em 2005.
"Eu fui uma ativista dos direitos humanos e para as mulheres que têm maridos abusivos e aqui estou eu suportando esse abuso", disse Kerry a uma amiga, segundo Shnayerson.
Na biografia, publicada em 2015, o autor afirma que, por seis meses, Cuomo se recusou a se mudar ou a responder aos advogados de sua esposa enquanto o processo de divórcio estava em andamento.
O governador, que está no terceiro mandato, enfrenta forte pressão por sua renúncia.
Em uma das denúncias de assédio, Anna Ruch, de 33 anos, disse ao "New York Times" que Cuomo foi apresentado a ela e, em seguida, colocou uma das mãos na parte inferior das costas dela. Anna usava um vestido com abertura na parte de trás. Ela tirou a mão do governador, que disse que ela era "agressiva". Ele, então, perguntou se poderia beijá-la.
"Fiquei muito confusa, chocada e envergonhada", disse Ruch ao jornal.