O presidente deposto do Afeganistão fugiu do país com US$ 169 milhões em dinheiro (R$ 900 milhões) no seu helicóptero, que seguiu ao Tadjiquistão, ex-república soviética, de acordo com o "Metro".
Ashraf Ghani, de 72 anos, disse que deixou o país na noite de domingo (15/8) porque "queria evitar derramamento de sangue", conforme comunicado na sua conta no Facebook, enquanto as forças do Talibã se aproximavam da capital afegã, Cabul. No dia seguinte, ela já estaria dominada pelos extremistas.
Ghani recebeu asilo por motivos humanitários em Dubai (Emirados Árabes Unidos).
Na campanha eleitoral, o economista e antropólogo Ghani, da etnia pashtun, prometeu selar a paz com o Talibã. Ao assumir o poder, entretanto, sua postura foi vista pelos críticos como arrogante.
Na formação do primeiro governo após a invasão lideradas pelas forças dos EUA, Ghani, ex-funcionário do Banco Mundial, tornou-se um dos principais assessores do primeiro presidente, Hamid Karzai. Como ministro das Finanças, estabeleceu uma nova moeda, reformou o sistema tributário e encorajou a diáspora a retornar ao país.
Nesta quarta-feira (18/8), o mulá Abdul Ghani Baradar, um dos fundadores do Talibã e chefe político do grupo fundamentalista islâmico, que negociou o acordo de paz com os EUA, voltou ao Afeganistão após mais de dez anos.
Os EUA decidiram sair do Afeganistão após quase 20 anos de ocupação como resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e Washington.