Oswaldo Aranha, diplomata do Brasil na ONU — Arquivo
Uma das avenidas principais de Porto Alegre se chama Oswaldo Aranha e corta justamente o bairro do Bom Fim, reduto de expoentes da comunidade judaica na capital do Rio Grande do Sul. Também há ruas com este nome em Tel-Aviv, Bersebá e Ramat Gan, em Israel. E uma Praça Oswaldo Aranha em Jerusalém.
As homenagens se justificam principalmente pela atuação do brasileiro para a aprovação da chamada Resolução 181, quando a ONU (a Organização das Nações Unidas) lançou, em 1947, as bases para a criação do atual estado de Israel.
Para especialistas, o político, diplomata e advogado brasileiro Oswaldo Euclides de Sousa Aranha (1894-1960) deve ser considerado um dos maiores nomes do país no âmbito das relações internacionais. Atualmente, Israel protagoniza sede de conflito injustificado envolvendo terroristas do Hamas contra o estado palestino.
“Sua atuação no cenário internacional estava dentro da questão do excedente de poder, um conceito de política externa que trata das coisas que criam condições para que você crie outras”, diz à BBC News Brasil o cientista político Leonardo Bandarra, pesquisador na Universidade de Duisburg-Essen (na Alemanha) e associado sênior na organização desarmamentista Middle East Treaty.