Informações dão conta de que pelo menos 400 internos se envolveram em confronto no presídio — Foto: Divulgação/Umberto Zum/tanamidianavirai
Detentos do Presídio de Segurança Máxima de Naviraí continuam rebelados, depois do manifesto que tomou conta da unidade de segurança por volta das 15 horas desta quinta-feira (4) e acionou policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Na madrugada desta sexta (5), três ônibus que estavam no pátio da Prefeitura da cidade foram queimados. A Polícia e o Corpo de Bombeiros investigam se há relação entre os dois episódios.
De acordo com o jornal Tanamidianaviraí, foram confirmadas duas mortes e há ainda, pelo menos, sete feridos, após o conflito interno. O presídio da cidade tem capacidade para 278 detentos, mas abriga em torno de 600 e, desses, cerca de 400 se envolveram em tumulto, quebra-quebra e queima de colchões das celas.
O diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stropa Garcia, deslocou agentes penitenciários e policiais militares da região também para reforçar a segurança no presídio, após entendimentos com o secretário estadual de Segurança Pública, José Carlos Barbosinha.
Conforme a Agepen, a rebelião começou após banho de sol dos presos. Eles se recusavam a voltar para as celas e exigiam a transferência de alguns detentos. Segundo Stropa, houve "desavença entre grupos rivais".
A Agepen só confirmou a morte de um detento, outro em estado grave e outros com lesões mais leves. Os feridos foram levados ao hospital do município pelo Corpo de Bombeiros e o Samu. Segundo Stropa, somente quando a situação no presídio estiver sob controle da Agepen é que serão confirmados número de mortos e feridos.