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Opinião

A escolha do prefeito de Dourados

23 de dezembro 2010 - 18h41 Por José Tibiriçá
A escolha do prefeito de Dourados
Quem escolhe o prefeito são os eleitores, eles estão votando hoje na pessoa que demonstra mais credibilidade, isto ficou  provado na eleição presidencial, pois a maioria acreditou na continuidade daqueles que estavam administrando bem o país, esqueceram até que o senador Sarney e outras figuras que no passado foram combatidas pelo partido dos trabalhadores, estavam coligadas.

Administrar uma cidade como Dourados, principalmente agora depois da desastrada administração formada pela aliança do PDT/PR, que também indicou o candidato a vice em 2004, via PL, surpreenderam a todos, sem nenhum envolvimento em falcatruas no final do mandato petista. Como presidente do legislativo em 1989, passou a presidência do legislativo, sem nenhum problema e hoje se tornou vereador suplente.

O vice-prefeito indicado pelo PR em 2008 sob a influência do mandatário de Fátima do Sul, ajudou a eleger o prefeito  e ambos deixaram nossa cidade numa situação humilhante perante o Brasil e quiçá no exterior, pois muitos douradenses estão espalhados pelos continentes e estão ligados via internet. Hoje novamente o PR se apresenta como coadjuvante, sob nova direção, onde encontramos algumas figuras novas, conhecidas e manifestaram interesse em ajudar o candidato Murilo, como o PTB ao qual pertenço em colocar Dourados, novamente nos trilhos do progresso.

Lendo matéria no jornal Midiamax, encontrei esta observação: A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores “considera que a política de alianças do PT para disputar a eleição em Dourados não deve incluir o DEM na cabeça de chapa”. Isso significa que o DEM pode apenas indicar o candidato a vice na chapa do PT que na interpretação dos filiados terá obrigatoriamente que ter candidatura própria”

O que me chama atenção é que algumas pessoas do partido dos trabalhadores, querem sempre ser cabeça pensante como se os outros partidos não tivessem gente capaz. Para chegar ao poder em 2001, tiveram as pernas, os braços de vários partidos que tinham quadros, mas aos poucos foram sendo substituídos pelos seus pares. Existe um ditado que diz  que não é o frade não faz a batina. Isto quer dizer que o partido dos trabalhadores tem pessoas de bem, mas  algumas não tiveram comportamento bom, foram piores que aquelas que estão no quadro do DEM, PMDB, PDT, PSDB e assim por diante.

A recomendação da executiva nacional do PT continua olhando para o passado, como se seus integrantes fossem os mais puros: será que José Genoíno, José Dirceu, João Paulo Cunha et caterva e algumas pessoas em Dourados, ligadas ao partido dos trabalhadores são exemplos a seguir? O que se colheu em Dourados na administração petista, serviu de inspiração ao governo que renunciou. Dourados não pode cair no conto do vigário outra vez e nessa eleição, imagino que a população vai votar na pessoa que não precisa dizer que tem a ficha limpa, afinal o perfil melhor que temos é do engenheiro Murilo. Se o partido dos trabalhadores almeja lançar candidato que lance, afinal é um direito deles, mas querer fazer diferença de uma pessoa, só pelo simples fato de pertencer a uma sigla diferente, é retrocesso.

Dourados após  a renúncia do Sr. Ary Artuzi, Carlinhos Cantor, vereadores e o sumiço do Passaia, começou a respirar, a partir da administração do Juiz Eduardo Rocha, Délia Godoy Razuk, visto que os dois fizeram com que a nossa cidade começasse a andar, pois souberam escolher o time. Agora chegamos na hora de sacramentar o novo prefeito ou prefeita, mas para isso temos que esquecer os partidos que são um meio, mas não o fim.  Dourados está acima de todos os partidos, sua população depois do que aconteceu na última eleição já está mais preparada para votar. É exercitando o voto que conquistamos a democracia.

Dourados-MS, 23 de dezembro de 2010.

José Tibiriçá Martins Ferreira, licenciado em Letras com Inglês, advogado, produtor rural na Picadinha e estudante do idioma guarani nãndéva.