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Opinião

Que a ordem vença o caos

11 de fevereiro 2011 - 00h59 Por Rubens Di Dio
Que a ordem vença o caos

Recordo-me, e o tempo não se vai tão longe, que li em um artigo, compilado de um Fórum, em que discutiram sobre infraestrutura urbana, a seguinte afirmativa: “As cidades estão paralíticas, se desenvolvendo de forma precária e caótica“ ( Prof. Zanettini – FAU-USP ).

Marcante e preocupante esta afirmativa do Professor, pois sabemos que hoje, estamos vendo e sentindo o caos total  nas nossas cidades, percebemos que nada  funciona. Faltam planejamentos, manutenções básicas e obras contundentes, de porte, que venham ao encontro dos anseios da população. Soluções lógicas, adequadas e perduráveis se fazem prementes.

Reportemos-nos a nossa Dourados. Qualquer chuva, a qualquer tempo, transforma o pavimento viário  em enormes “queijos suíços” (por sinal de péssima qualidade). Aí vem os por quês.

Pavimentos sem drenagens, compactações mal executadas feitas às vezes com equipamentos obsoletos, falta de laboratórios e fiscalizações, serviços realizados por profissionais mal treinados e despreparados (há poucos dias ainda vi executarem cortes em pavimentos  a machados), afora o problema da corrupção, que tanto afeta esse setor.

O caos está na nossa porta, e  bem claro. Executam-se loteamentos (a qualquer nível social), com pavimentação, guias e sarjetas, posteamentos  e iluminação, água e esgoto, águas pluviais, tudo dentro dos conformes. Iniciam-se as edificações em poucos dias, e logo notamos denotamos   a falta de planejamentos e políticas públicas, por exemplo, quando uma concessionária qualquer, corta um pavimento ou um calçamento.

Constroem-se vias urbanas ou não,  sem nenhum comprometimento com o meio ambiente,  sem nenhum projeto de segurança, sinalizações  mal instaladas, não se limitam os suportes de cargas e rolamentos (por exemplo, caminhões truck, carretas  e bi-trem trafegando em áreas urbanas residenciais).

Pontos como esse destacaram a necessidade de capacitarmos mão-de-obra no ramo da engenharia civil em Dourados. E como todo curso universitário, o curso de Engenharia Civil da Unigran pretende transformar daqui há alguns anos a realidade que incomoda. Vem para atender um problema de mercado e social, que acredito ser fundamental para romper com a cidade caótica e precária que citou o professor Zanettini. O que queremos é realizar grandes obras, contribuir na solução dos problemas apresentados e estar ao lado da sociedade.

O autor é Engenheiro Civil, Diretor da Faculdade de Ciências Exatas e da Terra da UNIGRAN e Professor nos Cursos de Arquitetura, Administração com ênfase em Agronegócios, Agronomia e Engenharia Civil.