Os soldados encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os espinhos da coroa espetam o crânio de Jesus. Pregam-lhe os pés. Ao meio dia Jesus tem sede. Não bebeu desde o dia anterior. A garganta seca lhe queima, mas não pode engolir. Um soldado lhe estende uma esponja embebida em bebida ácida. Uma tortura atroz. Então os músculos dos braços de Jesus se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Os médicos chamam isso de tetania, o mesmo que acontece com os feridos de tétano. Os músculos do abdômen, os intercostais, os do pescoço e os respiratórios se enrijecem também. A respiração se faz mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue sair mais. Jesus é envolvido pela asfixia. Sua fronte está empreguinada de suor. E, o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre os pregos dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do torax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto torna-se pálido. Porque este esforço? Por que Jesus quer falar: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram pronunciadas sete frases por Ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio os pregos dos pés.
Inimaginável! Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo sangue coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas Ele não pode enxotá-las. Pouco depois os céus escurecem, o sol se esconde, de repente a temperatura diminui. Todas suas dores lhes arrancam um lamento: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Jesus Disse: “Tudo está consumado!” Em seguida num grande brado diz: “Pai, nas tuas mãos lhe entrego meu espírito”.
E morreu!!! Em meu lugar e no seu!!! Amém?
O autor é pastor da igreja Batista em Dourados