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Opinião

Anotações sobre o caso da elevação rápida do patrimônio do ministro Palocci

24 de maio 2011 - 16h00 Por Nei Marques da Silva Morais
Anotações sobre o caso da elevação rápida do patrimônio do ministro Palocci
Antes de explicar o porque da multiplicação, que segundo a imprensa foi da ordem de 20 vezes, vez que o valor inicial declarado pelo Ministro foi de R$374.000,00. Eu não costumo escrever artigos apenas criticando ou denunciando ou apenas criticando, eu prefiro antes de adentrar à análise dos fatos, vez que muitas vezes, eu tenho como apresentar aos leitores minhas opiniões, apenas com base em informações prestadas pela mídia, o que eventualmente pode me induzir a cometer injustiças, e em muitos casos a mídia faz as denuncias mais não apresenta os documentos comprobatórios dos fatos que denunciam, e sem a análise desses documentos, eu não tenho como emitir Juízos de valor, Filosóficamente falando, sem a análise dos documentos, é impossível a qualquer analista chegar a conclusões, que sejam idéias claras e distintas como ensinou o Filósofo, Renné Descartes, em dois livros que legou à humanidade que são As Meditações e o livro Discurso sobre o Método.
Agora, antes de apresentar o que aconteceu com o Ministro Pallocci, eu vou apresentar a solução para evitar que esses lamentáveis acontecimentos aconteçam, e a solução è a seguinte o Congresso Nacional precisa aprovar uma Lei estabelecendo um período de quarentena para ex-ocupantes de algumas funções , na esfera do executivo, como Presidentes do Banco Central, do Banco do Brasil, da CEF, Ministros de Estado e alguns ex- ocupantes de cargos do Segundo Escalão, fazendo constar da referida Lei dispositivos que proíbam de prestarem serviços a empresas que têm contratos com os Governos nas três esferas e que os obriguem a prestarem contas ao Congresso Nacional e apresentarem suas Declarações do Imposto de Renda  referentes ao período da quarentena, mas mesmo assim não podemos sermos ingênuos acreditando que com essa Lei nós resolvemos o problema da venda de informações privilegiadas que esses ex-agentes públicos detêm ao se retirarem das funções públicas, porque esses ex-agentes públicos ainda poderão se valerem de testas de ferro, mas pelo menos a sociedade amenizara os problemas, e essas informações mudam com certa rapidez..
Antes de iniciar a redação deste artigo, de memória, listei um número significativo de pessoa que se enquadram nessa situação, e como a minhas atividades políticas e profissionais são em São Paulo-SP, sobre as atividades dessas pessoas eu sou bem informado, só para dar um exemplo o ex-Ministro Mailson da Nóbrega, quando deixou o Ministério da Fazenda, montou uma empresa de consultoria econômica.
E porque eles ganham dinheiro fácil, porque um ex-Ministro da Fazenda dispõe de Informações de Estado, por vezes sigilosas, por exemplo sobre linhas de crédito do BB, CEF e BNDEs, que os empresários não dispõem, ai o que ocorre, às vezes em diálogos de 15 minutos eles não prestam de fato consultoria eles simplesmente vendem informações privilegiadas, dão recibo, recolhem os impostos. E isso que ocorre
Agora voltemos ao caso do Ministro Palocci, eu sou Advogado do Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região, e embora os serviços que eu presto ao Sindicato sejam no Fórum da Cidade do Rio de Janeiro-RJ, seguidamente lá compareço, e numa dessas viagens à cidade conversando com uma pessoa bem informada, perguntei-lhe sobre como foram os processos de privatizações da Companhia Telefônica, de Água e Esgoto, e outros serviços, e sabem qual a resposta que eu recebi: O PALOCCI COMPROU TUDO.

NEI MARQUES DA SILVA MORAIS, está Advogado.