Inventada por um professor de nome Hermorgenes, palavra que vi pela primeira vez em um e-mail que recebi e que por sinal me pareceu muito procedente.
“Normose” é a doença de ser “normal”
Segundo esse professor, o ser humano esta sofrendo “normose”, a doença de ser “normal”, todo mundo quer se encaixar num padrão, que, diga-se, um padrão programado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito “normal” é magro, alegre, sociável, e....”bem sucedido”.
Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema, necessidade ou pseudonecessidade.
Quem não se “normaliza”, e não se encaixa nesses padrões, “tá por fora”, “out”, “tá com nada”.
Afinal, quem espera o que de nós?
Quem são esses ditadores de comportamentos a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem.
Quem exige de nós esse “normal”, é toda uma coletividade abstrata que ganha “presença” através de modelos de comportamentos amplamente divulgados e que se reproduz em si mesma, e que está na base comportamental e existencial de toda uma sociedade lastreada estruturalmente no consumo perdulário.
Ela estimula um padrão que tem na sua alma a mobilidade do consumismo sem fronteiras que estimula a auto depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa e que vai até o que o que não se pode.
Voce precisa de quantos pares de sapato?
Comparecer a quantas festas por mês?
E o carro ou a moto do ano?
Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Etc...etc...etc...
Tomam pra si as ilusões e desejos dos outros, uma fraude, uma vida fraudulenta, uma fraude de sociedade.
Decididamente a “normose”, nos transforma e nos corrompe, desde os mais primários preceitos éticos e morais até a nossa mais límpida felicidade.
“Normose” é doença socioeconômica de resultantes psicossocial que tem arrastado multidões aos SPCs e SERASAs da vida, no rastro do crédito fácil, aos consultórios de psicoterapeutas, quando não aos juizados e estabelecimentos penais, principalmente nossos jovens de conquista e futuros, politica e economicamente negados, restando-lhes turvos horizontes.
O autor é arquiteto