a) o governo do Estado de Mato Grosso do Sul;
b) Associação Médica da Grande Dourados;
c) os prefeitos dos municípios da região da Grande Dourados;
d) os servidores públicos estaduais;
e) e o governo federal.
No presente artigo ocupar-me-ei de analisar em maior profundidade, o papel a ser desempenhado pelo governo do Estado, o qual pode dar grande contribuição para solução do impasse.
De que forma?:
a) promovendo reajustes maiores aos servidores do estado, não se limitando tão somente a repor as perdas inflacionárias como fez no último reajuste;
b) elevando a sua contribuição junto a CASSEMS, não apenas em 0,5%, e sim em 2,25%, equiparando-a, assim, a paga pelos servidores.
Desta forma, o governo do Estado possibilitará à CASSEMS superar o impasse que está enfrentando junto ao Hospital Evangélico e os demais hospitais e médicos a ela conveniados, em todo o Estado de Mato Grosso do Sul - todos eles, sem exceção -, pleiteando reajustes na remuneração dos serviços prestados.
Por outro lado, o governo do estado, capitalizará politicamente, haja vista que, melhorando a remuneração e/ou repassando maior contribuição a CASSEMS, os servidores públicos estaduais, em contrapartida prestarão um melhor serviço, tanto quantitativamente quanto qualitativamente, em virtude é claro, de saberem que o seu Plano de Saúde – a CASSEMS – continuará atendendo-os e, ao mesmo tempo, avançando na qualidade dos serviços prestados.
E a população de Mato Grosso do Sul?
Estará mais satisfeita, por conta, é claro, do melhor desempenho dos funcionários públicos estaduais.
Acho oportuno lembrar que o Brasil, no século XXI, vem registrando avanços extraordinários nos planos econômicos, sociais e políticos. Tanto é que nos fóruns internacionais, nenhuma decisão é tomada sem a participação brasileira.
Todavia, a saúde pública em nosso país, requer maior determinação e ousadia dos governantes – planos municipal, estadual e federal -, os quais devem adotar políticas públicas que assegurem o avanço quantitativo e qualitativo nos serviços prestados neste setor, contribuindo, inclusive, para o Brasil desempenhar um papel mais destacado no cenário internacional, e consequentemente atingir à curto prazo, o status de país desenvolvido.
Em Mato Grosso do Sul, o governo do Estado para ser bem sucedido em seu objetivo de promover substanciais avanços na qualidade de vida da população, dentre os vários desafios a serem superados, vejo o da saúde.
O desembolso a ser feito por parte do governo do estado – folha de pagamento e/ou contribuição maior junto à CASSEMS -, não pode ser visto como uma despesa. Muito pelo contrário, será, isto sim, um investimento e uma forma do governo estadual atender melhor aos cidadãos sulmatogrossenses.
Para finalizar penso que é necessária uma mobilização, liderada pelos diversos sindicatos dos servidores públicos estaduais e dirigentes da CASSEMS, a qual deve ser realizada com um debate extremamente qualificado, e desta forma incorporar, outros segmentos sociais; envolvimento e comprometimento dos senadores, deputados federais e estaduais, câmaras municipais, em especial os da região da Grande Dourados, os quais estão se envolvendo pouco ou mesmo nada com esta questão.
Enio Ribeiro de Oliveira é professor da rede estadual e beneficiário da CASSEMS