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Opinião

As sibipirunas de Dourados

11 de julho 2011 - 16h21 Por José Tïbiriçá
As sibipirunas de Dourados
Essa árvore é oriunda  da Mata Atlântica, pode atingir em torno de 18 metros, o  que não deve ter acontecido ainda em nossa cidade e costumam viver por mais de um século. Aqui elas foram plantadas no começo do ano de 1978, decorridos já mais de trinta e três anos, praticamente mais de 70% delas está com problemas, pois foram plantadas em lugar inadequado. O poder público não se preocupou, não fez nenhum planejamento, cujas árvores foram plantadas em local inadequado e será que não sabiam que elas eram frondosas? Plantadas na Avenida Weimar Gonçalves Torres, quando não existiam calçadas em muitos lugares e na administração seguinte, os proprietários foram notificados para se construir a calçada, começando  assim os primeiros cortes de suas raízes, depois veio a  rede de esgoto destruindo a calçada, não  sendo reparadas suficientemente, depois a  rede água, recentemente e quem leva o pior são os proprietários que são obrigados a refazê-las.

Tudo isso contribuiu para a morte das árvores, prematuramente e ainda mais, suas raízes contribuíram para danifica  também as calçadas e hoje o pedestre tem que tomar cuidado para andar. Recentemente, com a exigência do ministério público para se construir nas calçadas dispositivo para os deficientes visuais se locomoverem, trouxe outro problema, pois cada proprietário está construindo o mesmo como acha melhor, não existe uma padronização, tendo que desviar em muitos lugares das árvores. Não existiu nenhuma orientação e fiscalização tanto de quem exigiu, ou seja, do Ministério Público,  como da  prefeitura.

Decorridos mais de trinta e três anos de lá para cá, as sibipirunas envelheceram rapidamente, nenhuma providência foi tomada e o problema está sendo levado para frente. Quando chega o inverno, não obstante a sujeira dos canteiros centrais, temos que aguentar a queda das folhas das árvores, pois elas perdem parcialmente suas folhas no inverno e a floração ocorre de setembro a novembro e permanecem na árvore até março. Como não temos o serviço de limpeza diariamente, através da varredura, somos obrigados a fazer a limpeza até dos bueiros, afinal a nossa avenida tem um fluxo muito grande de carros. Não queremos que a entrada de nossas residências estejam sujas, como muitos trechos da área central de nossa cidade, onde existem muitos terrenos baldios, onde os suje mundos costumam jogar lixo, principalmente  nos finais de semana.

Essas árvores, devido ao corte realizado para livrar os cabos de telefones e de energia elétrica, cresceram para os lados, adentrando as moradias e o volume de folhas que cai é muito grande, enchem  as calhas que devem ser limpas toda semana, pois quando chegam as chuvas, o volume de água sendo grande, ocasiona enundamentos nas casas, trazendo grande transtorno .

Agora pergunto: até quando os problemas das sibipirunas vão continuar, muitas delas estão caindo a qualquer vento que surge, as calçadas na sua maior parte estão destruídas por causa das suas raízes vantajosas e o poder público tem a obrigação de achar uma solução rápida para o caso.

Sai prefeito, entra prefeito e muito se fala em  meio ambiente, mas não há uma preocupação, nenhum trabalho para a renovação das árvores nas avenidas de nossa cidade. Elas deveriam ser retiradas das calçadas de imediato, pois a maioria delas estão envergadas para a avenida, podendo a qualquer hora, a qualquer vento destruir algum veículo que por ali passar, ocorrendo ate morte. Além das folhas que caem que nos atormentam nesse período, existem os grandes canteiros na Avenida Weimar Gonçalves Torres, da Rua Pedro Celestino até a agência do INSS, esquina com a Rua Albino Torra que trazem terra. Precisamos de estacionamentos, já coletamos assinaturas dos moradores, comerciantes do referido trecho, levadas ao nosso intendente há dois meses, pessoalmente que acolheu a  sugestão, mas até agora não tivemos nada de novo e a sujeira continua.

O que nos afeta são as luminárias nos superpostes da nossa avenida, cujo trabalho de reposição de suas luminária se inicou antes da semana santa, até a travessa da Rua General Osório, ficando parado novamente. Pagamos a cosip em dia e não temos a iluminação adequada, basta percorrer o trecho da avenida, da esquina da referida rua para o centro, onde existem cinco lâmpadas em forma de estrela, onde uma acende e as demais estão apagadas. Esse problema já foi levado para o setor de serviços urbanos há mais de dois meses, mas até agora não existe nenhuma resposta positiva, parece que é uma doença que não tem solução e o pior é que encontramos muitas luminárias acessas durante o dia todo em vários pontos da cidade,  é só atentar para o problema. Parece que os responsáveis estão cegos para o problema ou não querem enxergar e nossa câmara não se manifesta, principalmente agora que está em recesso.

Nós estamos cobrando, devemos gritar, afinal alguém pode ler este artigo,  ouvir as nossas queixas e levar o problema para o nosso prefeito  que  deseja mais um mandato e assim, determinar que sua equipe tome as providências, afinal o seu secretariado foi escolhido a dedo para resolver os problemas urgentes de nossa cidade.

Dourados está crescendo para todo lado, principalmente para a direção do HU, Aeroporto e adjacências e a Avenida Weimar Gonçalves Torres está necessitando de alguma novidade, principalmente no trecho citado, pois como o comércio  cada vez se expande mais, necessita de mais estacionamento. Surgiu uma sugestão do poder público recentemente para que ajudássemos na construção do estacionamento, algo absurdo, afinal não temos culpa de nossa cidade ter sido administrada há muito tempo por pessoas com visão de cidade pequena  e com uma câmara de vereadores  que só pensava em ser reeleita para participar da corrupção.  Não adiante termos 21 vereadores se os mesmos não tiverem formação, ética, berço e preparo para saber interpretar a lei Orgânica do Município.  Nossos administradores, além dos vereadores têm a obrigação de pensar grande, afinal Dourados é hoje uma metrópole interiorana como muitos universitários de outros rincões.

Assim esperamos que a administração atual, decorridos já mais de noventa dias, tem o dever de trazer novidades para a população, principalmente  na nossa região e essa cobrança  que fazemos é importante. Que seja tomada uma decisão urgente para com as árvores sibipirunas, pois a maioria delas parece mais um esqueleto  do  que uma árvore.

Dourados-MS, 10 julho de 2011

José Tïbiriçá Martins Ferreira, advogado e  pequeno produtor rural na Picadinha