Carumbé é uma região cujo nome em tupi-guarani, escreve-se Karumbe, quer dizer tartaruga, devido a abundância desses animais na região, nas proximidades do Rio Carumbezão. Está localizado no Município de Itaporã, também um nome indígena que quer dizer Pedra Bonita, criado pela Lei nº 659, de 10 de dezembro de 1953, sendo que nessa data comemora-se sua emancipação política. Fazem parte do Município as localidades Itaqueri (pedra deitada), Tatuí ( tatuzinho), Piraporã (peixe bonito) e Araselva (Ára= tempo, época).
A presença dos nomes indígenas na nossa região é muito grande, o que se pode perceber pelas localidades que compõem o Município de Itaporã, mas o nosso objetivo aqui é infomar algo que descobrimos e fazem parte da nossa história. Itaporã foi emancipada de Dourados e nunca foi distrito.
Mas o que interessa também é discorrer sobre a Cidade Carumbé, de propriedade da Urbanizadora São Paulo, na déca de 1950. Foram efetuadas várias vendas de lote, meu pai Abílio Ferreira adquiriu no dia 09 de janeiro de 1956 da referida urbanizadora por Cr$ 1.000,00 (mil cruzeiros) o lote de número 7 (sete), da qudra de número 21, medindo 15,00 metros de frente à Praça Mauá e com 30,00 metros de fundo. Resolvi fazer esta matéria, visto que o idealizador dessa cidade, deve ter levado muito dinheiro de pessoas de boa fé. No recibo que está anexo à matéria aparece o nome do vendedor, um pouco elegível, devido ao tempo, cujo recibo de número 10 contém 03 (três) selos, dando um ar de seriedade.
Segundo informado por pessoas que também cairam no conto do vigário, o loteamento do local onde se pretendia, futuramente seria a sede do Distrito, possivelmente também da sede do Município. Hoje a região é conhecida como Cambezão e o projeto não saiu do papel, uma vez que a estrada principal passou por outro lado dando origem ao povoado do Carumbezinho.
Dourados-MS, 12 de julho de 2011.
José Tibiriçá Martins Ferreira é advogado