Outro dia um amigo me confidenciou ter sido achincalhado num site por ter postado um artigo com material político. O texto bem concatenado por sinal, com inicio, meio e fim versava sobre uma reunião partidária, até aí tudo normal.
Ninguém tem o direito de querer cercear opinião seja de quem for, mas alguns cuidados em certas circunstâncias são necessários, principalmente por editores, ou chefes de redações, pois a imprensa exerce uma posição relevante para a sociedade e não pode servir de local para brincadeirinhas, e nem mesmo admitir ser usada por irresponsáveis que se utilizam de espaços destinados a opiniões sobre as matérias, para denegrir, atacar moralmente as pessoas citadas, utilizando-se de apelidos ou nomes inventados, de forma covarde e leviana.
Principalmente pela rapidez e agilidade da internet, pois o que acontece em qualquer parte do mundo, a grande maioria fica sabendo em minutos, numa velocidade avassaladora, impressionante, e algumas colocações de baixo nível criam certos desconfortos.
Cada empresa tem seu método de ação e oferece ou pelo menos luta para alcançar cada vez mais novos adeptos, oferecendo ferramentas diversas. Uma sugestão do amigo é de que as empresas, a exemplo dos jornais impressos, revistas e afins, identifiquem na tela com nome e sobrenome, RG e CPF o autor dos comentários, para não macular os leiores de bem.
Muitas pessoas tem seus blogs, twitters e outros meios diversos de se expressar, sem deixar dúvidas de quem seja realmente o autor. O bom senso reza pela qualidade e equidade, respeito e acima de tudo consideração por quem produz algumas linhas, sem utilizar as teclas Ctrl C e Ctrl V tão em uso ultimamente.
Mais vergonhoso é quando alguém se utiliza desse meio e nem se dá a conta de citar o nome de quem realmente produziu o texto, um crime. Seria de bom grado que cada um que goste de literalmente fazer gentilezas com chapéu alheio atentasse para decência, ética e responsabilidade, antes de disparar para todos os lados utilizando critérios dos fracos e covardes que se escondem atrás da incompetência para destilar suas sandices, numa atitude absolutamente repugnante e inaceitável.
Tenho certeza que a maioria dos autores não se incomodam em serem citados, desde que a fonte observadora seja também idônea, com nome e sobrenome.
Essas ponderações são necessárias, sobretudo pelo grande número de empresas exploradoras de noticias, artigos, dentre outros, via net e que não podem desprezar conteúdos, independente de editorias: esporte, política, cultura, policia, opinião... As mudanças na área da comunicação são uma ida sem volta.
Saber explorá-las em prol da coletividade sem ágio e sem pedágio como se diz no adágio popular é o que interessa. Esse meio, a internet, hoje se faz presente em barracos, mansões, fazendas, montanhas e serrados, use-a adequadamente, pois elogio e crítica também faz parte do jogo limpo, construtivo e saudável.
Em toda repartição pública ou privada para adentrar ou fazer qualquer negócio, em primeiro lugar tem que se identificar e a internet não é a dona da verdade, aliás, para muitos é um mal necessário e lamentavelmente desajuste para muitos.
Silva Júnior é jornalista