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Opinião

Alcoolismo, máquinas velozes e juventude - uma combinação atômica!

08 de agosto 2011 - 19h09 Por Ailton Caetano de Matos
Alcoolismo, máquinas velozes e juventude - uma combinação atômica!

As tragédias são previamente anunciadas, os acidentes são aguardados por plantões de socorro, a certeza de que vai acontecer leva a uma logística previamente preparada em busca de uma foto, uma notícia, uma catástrofe cada dia maior do que a que aconteceu a semana passada, ou no dia que se foi. As pistas de rolamento mesmo carentes de manutenção e cheias de surpresas desagradáveis não inibem os velocistas desavisados ou irresponsáveis que confiam em suas máquinas mortíferas, achando que a potência dos motores e a tecnologia que experimentam a cada quilômetro percorrido são infalíveis e que nada pode deter ou cruzar seu caminho.

Carretas balançam com mais de 35 toneladas de cargas em banguelas que ultrapassam a velocidade que se poderia controlar caso necessário, Motoristas rebitados com remédios combinados com o álcool teimam e acharem que a Valencia de sua saúde e a insegurança nas estradas vale para chegarem a tempo recorde ou com a mercadoria ainda verde apesar de percorrido mais de mil kilometros. As fábricas contratam engenheiros e designers responsáveis em maquinar e projetar veículos cada vez mais potentes.

O poder público não acompanha estes acontecimentos tecnológicos, são sempre pegos de surpresas quando ouvem o zunido veloz de mais um veiculo em alta velocidade. As viaturas dos responsáveis em coibir fiscalizar, multar e proteger os que andam dentro da Lei, capengam sucateadas e mal conseguem anotar a cor e poucas vezes conseguem a leitura da placa dos velocistas. Motos do tamanho de um touro Senepol riscam a cidade desobedecendo qualquer regra que teria que ser obedecida para segurança de todos. Nossa malha viária esta capenga, esburacadas, sucateadas, muito mal remendadas por empresas cabideiras que migalham as sobras dos escândalos do superfaturamento maiores.

Assim somos campeões mundiais de acidentes fatais! Somos selvagens com nossos irmãos pedestres, somos alheios (totalmente alheio) a necessidade dos idosos passarem devagarzinho até alcançarem o outro lado da rua que nem sempre conseguem alcançar e acabam virando estatística matemáticas que viram gráficos dentro dos escritórios dos tecnocratas engravatados que ficam filosofando num mantra sem fim um meio não de corrigir, mas uma forma de manipular as noticia da qualidade do que perecem amassados elas famosas marcas de pneus importados esparramados em cima de dois centímetros de um asfalto feito para uma eleição à outra.

Morrem os culpados! Morrem os inocentes! Morre você! Morrem os amigos!Morrem as famílias! Morrem os grandes parceiros! Morrem os noivos! Morrem os recém-casados! Morrem os anciões! Morrem os que acreditam em dias melhores! Morrem meus irmãos! Morrem teus irmãos!

Somos responsáveis quando nos calamos!

ACM DO MS