Mateus 5:43-46
A Bíblia manda amar o mundo e deixar de amar. Deve-se amar ao Senhor nosso Deus, o próximo, o cônjuge, o pai, a mãe e até nossos inimigos. Deve-se deixar de amar o que pertence ao próximo, inclusive seu servo e sua mulher, e o mundo no seu aspecto negativo. Isto quer dizer que pode e deve haver controle sobre o amor.
Se amar dependesse somente de um sentimento espontâneo e independente de sua vontade, não haveria lógica neste mandamento bíblico de amar e de deixar de amar. Deus não pediria uma coisa impossível.
A idéia parece estranha, mas não é. O potencial de amar que carregamos dentro de nós precisa estar sob controle, para o nosso próprio bem, para evitar o desperdício. Para fazermos a vontade de Deus que é sabia e boa.
O amor vai à frente de nossos atos, quer dizer: amigos em função do amor. Se for um amor proibido, faremos coisas proibidas e o amor cedo perdera o seu sabor. Se for um amor na direção certa, faremos proezas extraordinárias e nos aproximaremos de Deus que é amor.
As possibilidades do amor são enormes. Isto pode ser uma benção ou uma desgraça. O amor ao dinheiro levou Judas a cometer o maior crime da historia. Pilatos amou sua própria pele e agiu contra o seu raciocínio, contra o conselho de sua esposa. Demas, por amor ao mundo, abandonou velhos amigos, como Paulo e velhas convicções.
O amor é capaz disto tudo. Ele nos arrastará para cima ou para baixo. Daí a experiência humana, o amor não precisaria de controle. Seu exercício seria sempre na direção certa.
Enquanto o cordeiro de Deus não acaba de tirar o pecado do mundo, essa faculdade extraordinária de amor deve estar sob controle. Nos que devemos decidir o que, e a quem vamos amar, sempre sob o ponto de vista das escrituras sagradas. Amem?