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Opinião

Sidrone Borges Angelo, uma justa homenagem!

25 de agosto 2011 - 18h42 Por Ivo Campos
Sidrone Borges Angelo, uma justa homenagem!
A Colônia Nordestina, através Centro de Tradições Nordestinas (CTN) promoveu no último dia 13 de agosto um Jantar Dançante com Comidas e Danças Típicas. O objetivo era homenagear Sidrone Borges Angelo.

De acordo com matéria de divulgação da festa, publicada no site Dourados Agora, “Sidrone nasceu no dia 18 de outubro de 1936, na cidade de Bom Conselho, Estado de Pernambuco e é casado com dona Zélia da Silva Borges, com quem teve três filhos: Laércio, Luciano e Marcelo.

(...) Deixou Pernambuco em 1953, com destino à cidade de Alto Paraná, região norte do Estado do Paraná, onde permaneceu por um período de três anos. Em 1956 retornou para Pernambuco.

Em virtude das dificuldades, no mesmo ano migrou para São Paulo, onde foi trabalhar numa metalúrgica. Dois anos depois, conheceu Zélia, também pernambucana, da cidade de Garanhuns, com quem se casou no dia 7 de fevereiro de 1959. O casal veio para Dourados no ano de 1968.

Iniciou suas atividades comerciais na cidade, no mesmo ano, estabelecendo-se na Avenida Marcelino Pires, inicialmente no ramo de confecções, mudando depois para o ramo de utensílios domésticos, primeiramente com a Casa São Paulo, depois transformada na loja ‘O Caldeirão’, que permanece até hoje”.

Além da coragem, da esperança e fé, a exemplo de outros conterrâneos, trouxeram na bagagem o desejo de preservar e cultivar as tradições nordestinas. A partir daí, esse guerreiro casal, entre outros nordestinos, fundaram o CTN Asa Branca, com o objetivo de difundir as tradições nordestinas em Dourados e região.

Na ocasião a Câmara de Vereadores de Dourados concedeu-lhe o Título de Cidadão Douradense, pelos relevantes serviços prestados a cultura do município de Dourados, sendo um dos responsáveis pela conservação e divulgação da cultura do povo nordestino nessa região.

Durante a festa, amigos (as) de Sidrone, Zélia e dos demais familiares, foram convidados a cantar, juntamente com o Grupo Terra Seca, a música Pau de Arara, do cantor e compositor Luiz Gonzaga. Música essa que faz um retrato da vida dos retirantes que, por várias razões, deixaram seus estados de origem para fixar raízes em outras regiões desse imenso país. O trecho cantado foi mais ou menos assim: “Quando eu vim do sertão, seu môço, do meu Bodocó. A malota era um saco e o cadeado era um nó. Só trazia a coragem e a cara. Viajando num pau-de-arara. Eu penei, mas aqui cheguei”.

Segundo a Enciclopédia Online Wikipédia “Luiz Gonzaga foi uma das mais completas e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado”.

A exemplo de Luiz Gonzaga do Nascimento, os estados do Norte e Nordeste do Brasil, possuem inúmeros artistas, que há muito tempo enriqueceram e continuam enriquecendo sobremaneira a cultura do povo brasileiro. Como Dominguinhos, Alceu Valença, Gilberto Gil, Fafá de Belém, Fagner, Belchior, Alcione, Ivete Sangalo, Djavan, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Caetano Veloso, e tantos outros. Além disso, temos vários outros artistas, cineastas, atores, autores, compositores e escritores que representam a riqueza cultural do povo nordestino.

Nossa região foi contemplada com o Grupo Terra Seca, responsáveis pela divulgação da música nordestina no Estado de Mato Grosso do Sul. O Grupo tem o então professor universitário Acelino Rodrigues Carvalho e demais componentes, que há muito tempo vem divulgando ritmos como o Baião, o forró, pé de serra, o xote o xaxado e o Forró Universitário.

Parabéns a Colônia Nordestina, parabéns ao CTN, parabéns a Sidrone Borges e familiares. Essa foi, sem dúvida alguma, uma justa homenagem!

Ivo Campos é professor da Rede Municipal de Educação de Dourados/MS – [email protected]