Mas, infelizmente, essa conversa de "representante do povo" só faz parte do vocabulário pré-eleitoral, quando todos se auto-intitulam paladinos da justiça, garantindo que "se eleito for, estarei representando você, meu amigo eleitor"... e tome blá-blá-blá.
Ao votarem pelo arquivamento do processo de cassação que pesava contra a deputada Jaqueline Roriz, os 265 deputados e 20 "abstinentes" (omissos e irresponsáveis) deveriam, sim, ter seus mandatos cassados também. Eles deram a maior prova possível de falta de vergonha, ao escrever mais um capítulo de uma longa história de falcatruas e acertos entre os componentes dessa classe que hoje é, merecidamente, umas das mais desacreditadas do nosso planeta.
Agora, após escreverem mais uma vergonhosa página nos anais do Congresso Brasileiro, surge a movimentação (oportunista) no sentido de fazer entrar em votação o Projeto de Emenda Constitucional que visa acabar com o voto secreto. Com isso volta o discurso de que é preciso ter transparência nas ações, seriedade nas decisões e respeito com o eleitor.
É de impressionar a capacidade e a "cara de pau" desses seres que habitam o congresso brasileiro. Mais impressionante ainda é como eles acreditam que todos estão cegos, surdos e mudos, deixando-os à vontade para nos imputarem o nariz de palhaço, as orelhas de burro e a cara de bobo.
Mas cuidado, a população brasileira, embora da forma mais dura e sofrida está, passo a passo, aprendendo a entender o quão é danosa a atitude de aceitar pacificamente os impropérios que lhe são transferidos por vocês que do alto do Planalto Central, massacram constante e silenciosamente àqueles que trabalham, que acreditam no futuro e que esperam deixar para os seus filhos um país livre, promissor, sólido e em total segurança.
Não fiquem daí, onde estão com seus traseiros enfiados em confortáveis cadeiras, pensando que são os senhores inatingíveis e donos das decisões definitivas. Este cenário está mudando e a cada dia que passa, pessoas que pensam como aqui estou escrevendo, surgem, renascem das cinzas que sobre nós têm jogado esses elementos e num amanhã, que está mais próximo do que vocês possam pensar, tudo vai mudar e o lugar de quem engana o povo será um canto qualquer, esquecido do mundo e isolado, longe das pessoas de bem.
Por isso, gostaria de mais uma vez fazer uma convocação geral, para que não deixemos nosso país à deriva, um imenso e belo barco sem timoneiro. Lembro que meu avô, Pedro Gomes da Silva me ensinava que a Maçonaria era uma das instituições mais importantes do Brasil, sendo inclusive uma das responsáveis diretas pela nossa Independência. Dela faziam parte pessoas como Gonçalves Ledo, José Bonifácio e Dom Pedro I.
Por isso fico à vontade para a convocar, assim como à OAB, Instituições Religiosas, e todos os segmentos da sociedade realmente organizada, para que possamos seguir os ensinamentos do Grande Arquiteto do Universo e devolver ao nosso país todos os dotes e méritos naturais que tem, antes que tenhamos que mudar o lema de nossa bandeira de "Ordem e Progresso", para "Ordem no Congresso".
Desde já precisamos mostrar e ensinar isso aos nossos jovens para que assim possamos construir um país com sólidas bases fundadas na verdade, na cultura, no respeito, no bem viver. Precisamos urgentemente promover nossos jovens a agentes de formação do futuro, tirando de lá os "cascas-grossas" que, de tanto tramarem contra seu povo, certamente não têm mais conserto. Pra eles não vale o ditado - "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Não vale o ditado, mas esperamos sinceramente que uma grande tempestade, um furacão, tsunami, aliados a nós, arranque impiedosamente aquelas pedras que se apossaram do congresso deixando-nos livres para fazer o Brasil retomar definitivamente os rumos que um povo ordeiro, trabalhador e feliz merece.
Paulo Gomes da Silva é funcionário público aposentado da Sefaz e agropecuarista - [email protected]