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Opinião

Voto secreto - Uma pizza que foi preparada por 265 deputados - que vergonha!

21 de setembro 2011 - 18h05 Por Paulo Gomes da Silva
Voto secreto - Uma pizza que foi preparada por 265 deputados - que vergonha!
Já não é nenhuma novidade vermos atos vergonhosos ganharem as manchetes  dos jornais brasileiros e até do mundo, envolvendo a classe política do nosso país. A "absolvição" da deputada federal Jaqueline Roriz, conseguida através da "providencial" votação secreta, é de deixar estarrecido o cidadão, que mais uma vez foi feito de bobo por aqueles que deveriam ser os representantes do povo.

Mas, infelizmente, essa conversa de "representante do povo" só faz parte do vocabulário pré-eleitoral, quando todos se auto-intitulam paladinos da justiça, garantindo que "se eleito for, estarei representando você, meu amigo eleitor"... e tome blá-blá-blá.

Ao votarem pelo arquivamento do processo de cassação que pesava contra a deputada Jaqueline Roriz, os 265 deputados e 20 "abstinentes" (omissos e irresponsáveis) deveriam, sim, ter seus mandatos cassados também. Eles deram a maior prova possível de falta de vergonha, ao escrever mais um capítulo de uma longa história de falcatruas e acertos entre os componentes dessa classe que hoje é, merecidamente, umas das mais desacreditadas do nosso planeta.

Agora, após escreverem mais uma vergonhosa página nos anais do Congresso Brasileiro, surge a movimentação (oportunista) no sentido de fazer entrar em votação o Projeto de Emenda Constitucional que visa acabar com o voto secreto. Com isso volta o discurso de que é preciso ter transparência nas ações, seriedade nas decisões e respeito com o eleitor.

É de impressionar a capacidade e a "cara de pau" desses seres que habitam o congresso brasileiro. Mais impressionante ainda é como eles acreditam que todos estão cegos, surdos e mudos, deixando-os à vontade para nos imputarem o nariz de palhaço, as orelhas de burro e a cara de bobo.

Mas cuidado, a população brasileira, embora da forma mais dura e sofrida está, passo a passo, aprendendo a entender o quão é danosa a atitude de aceitar pacificamente os impropérios que lhe são transferidos por vocês que do alto do Planalto Central, massacram constante e silenciosamente àqueles que trabalham, que acreditam no futuro e que esperam deixar para os seus filhos um país livre, promissor, sólido e em total segurança.

Não fiquem daí, onde estão com seus traseiros enfiados em confortáveis cadeiras, pensando que são os senhores inatingíveis e donos das decisões definitivas. Este cenário está mudando e a cada dia que passa, pessoas que pensam como aqui estou escrevendo, surgem, renascem das cinzas que sobre nós têm jogado esses elementos e num amanhã, que está mais próximo do que vocês possam pensar, tudo vai mudar e o lugar de quem engana o povo será um canto qualquer, esquecido do mundo e isolado, longe das pessoas de bem.

Por isso, gostaria de mais uma vez fazer uma convocação geral, para que não deixemos nosso país à deriva, um imenso e belo barco sem timoneiro. Lembro que meu avô, Pedro Gomes da Silva me ensinava que a Maçonaria era uma das instituições mais importantes do Brasil, sendo inclusive uma das responsáveis diretas pela nossa Independência. Dela faziam parte pessoas como Gonçalves Ledo, José Bonifácio e Dom Pedro I.

Por isso fico à vontade para a convocar, assim como à OAB, Instituições Religiosas, e todos os segmentos da sociedade realmente organizada, para que possamos seguir os ensinamentos do Grande Arquiteto do Universo e devolver ao nosso país todos os dotes e méritos naturais que tem, antes que tenhamos que mudar o lema de nossa bandeira de "Ordem e Progresso", para "Ordem no Congresso".

Desde já precisamos mostrar e ensinar isso aos nossos jovens para que assim possamos construir um país com sólidas bases fundadas na verdade, na cultura, no respeito, no bem viver. Precisamos urgentemente promover nossos jovens a agentes de formação do futuro, tirando de lá os "cascas-grossas" que, de tanto tramarem contra seu povo, certamente não têm mais conserto. Pra eles não vale o ditado - "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Não vale o ditado, mas esperamos sinceramente que uma grande tempestade, um furacão, tsunami, aliados a nós, arranque impiedosamente aquelas pedras que se apossaram do congresso deixando-nos livres para fazer o Brasil retomar definitivamente os rumos que um povo ordeiro, trabalhador e feliz merece.

 

Paulo Gomes da Silva é funcionário público aposentado da Sefaz e agropecuarista - [email protected]