Depois das tantas cacetadas levadas pelos douradenses, ao eleger maus representantes nas eleições de 2008, tanto no Executivo (Prefeitura), como no Legislativo (Câmara de Vereadores), a população deve evitar cometer os mesmos erros. Para tanto, devemos fazer uma profunda reflexão e no momento de escolher nossos representantes, não escolher políticos “populistas e aventureiros”.
Pensamos que, para a instauração e consolidação de uma Câmara de Vereadores descente e comprometida com o desenvolvimento do município, devemos votar em pessoas que sejam mais independentes, que não tenham compromisso com “caciques políticos”, da cidade e do estado. Ou seja, se faz necessário a escolha de representantes que não sejam comprometidos com grupos elitistas, que só contribuem com a manutenção de uma ordem que os favorecem em detrimento da grande maioria populacional.
Outro elemento preocupante, e que muitos prejuízos já têm causado a nossa comunidade, é o fato de muitos que já ocuparam e de alguns que ocupam Cadeira no Legislativo douradense, buscar a autopromoção, doando para entidades e instituições e clubes da cidade, bicicletas, bolas, redes de futebol e outros... Além disso, a prática de transportar pessoas em carros e vans, pouco tem contribuído com o bem-estar social, apenas favorece pessoas ou pequenos grupos aleatoriamente. O assistencialismo é o que há de mais atrasado na vida política do nosso país. Entretanto, o nível e a qualidade de nossos representantes só irão melhorar com a ação da justiça. Com a palavra a JUSTIÇA ELEITORAL E O MINISTÉRIO PÚBLICO.
A política douradense já passou por uma traumática experiência. Portanto, devemos evitar correr esse tipo de risco novamente. Devemos denunciar a corrupção, mas também, se faz necessário combater a prática conservadora de fazer política. Dourados merece mais. O cidadão teria que, antecipadamente, eliminar de sua lista os políticos que andam pelos bairros da cidade distribuindo vantagens em troca de futuros apoios, pois, na prática, já estão tentando “comprar” a consciência das pessoas. Esse tipo de atitude, pouco faz jus a sua função do vereador, que é de apresentar proposições em benefício da comunidade e fiscalizar as ações do Poder Executivo. Ressaltamos que pessoas eleitas na base do conchavo político, tornam-se coniventes com o poder.
Para que possamos contribuir com a instituição de uma Câmara de Vereadores com mais transparência e independência, em 2012 vamos votar em quem tem compromisso com o município e não em pessoas que só estão preocupadas em manter o status quo.
Ivo Campos é professor da rede Municipal de Educação de Dourados - [email protected]