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Opinião

Pimenta rosa – uma nova opção agroecológica

06 de dezembro 2011 - 17h30 Por Antonio Weber
Pimenta rosa – uma nova opção agroecológica

Nome científico - Schinus terebinthifolius

Aroeira, aroeira vermelha, aroeira pimenteira, pimenta do Brasil, aroeirinha, pimenta brasileira. São muitos os nomes para a pimenta rosa, uma espécie pioneira e nativa do Brasil, que não tem qualquer parentesco com a família das pimentas. Na verdade ela é parente do caju, da manga e do cajá-mirim. Seu plantio desponta como uma das alternativas para a produção agrícola, por ser um dos mais sofisticados condimentos da cozinha internacional, por seu sabor suave, adocicado e levemente apimentado.

O mercado interno brasileiro ainda é muito reduzido, porém tem grande expressividade internacional. O preço para exportação gira em torno de 13 dólares por quilo. EUA, Alemanha, Holanda, Itália e França são os principais consumidores da pimenta-rosa brasileira. A produção gira em torno de 6 quilos por árvore.

As cascas e folhas secas são utilizadas contra febres, problemas urinários, contra cistites, uretrites, diarréias, blenorragia, tosse e bronquite. Problemas menstruais com excesso de sangramento, gripes e inflamações em geral. Sua resina é indicado para o tratamento de reumatismo e ínguas além de servir como purgativo e combater doenças respiratórias, também é usado externamente como cicatrizante e para dor de dente. A planta inteira é usada externamente como anti-séptico no caso de fraturas e feridas expostas.

O fruto é ativador da produção de sangue na medula óssea, prevenindo o raquitismo e os vermes, é anti-inflamatório e atua na depuração e purificação do organismo.

Da casca das sementes é retirado um óleo, muito usado na medicina popular, eficiente no tratamento de febres, tumores,  doença das córneas e das vias respiratórias e urinárias.

Os óleos essenciais como são chamados, são também usados como essência para perfumes ou na indústria de flavorização em carnes e lingüiças. O Perú é o país que mais produz esse tipo de óleo para comercialização.

Além do uso gastronômico e medicinal, a pimenta-rosa também é usada em bebidas, como caipirinha de laranja, limão e hortelã.

Na culinária a pimenta-rosa pode ser utilizada em uma grande variedade de pratos, como frangos, vegetais e peixes.

Misturada as pimentas do reino preta, branca e verde, decora e confere sabor delicado em saladas, molhos, grelhados e frutos do mar. Deve ser usada com moderação, pois seu sabor predomina sobre o sabor de outros temperos. Seu principal uso é de decoração. Como não tem características picantes, melhora a aparência dos preparados.

Devido ao alto teor de tanino, a pimenta-rosa é empregada nos curtumes para curtir peles e couros. No Perú, é utilizada após a fermentação para se fazer vinagre e bebida alcoólica.

Seus frutos são usados na Flórida para decoração de Natal, o que lhe conferiu a denominação de Chistmas-berry, algo como fruto de natal.

O autor é agroecologista com certificação orgânica (IBD); produtor de mudas. Membro do IMAD - Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento e apresenta o “momento agroecológico” nas rádios Coração FM 95,7 e o Cidade FM 101,9.