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Opinião

Trânsito: punição ou mais educação?

14 de janeiro 2012 - 11h30 Por Ivo Campos
Trânsito: punição ou mais educação?
Segundo informações do Detran, divulgada ontem dia 12 de janeiro de 2012, pelo jornal eletrônico Dourados News, “Dourados possui mais de 104 mil veículos”.
Em se tratando de trânsito, o cidadão brasileiro ainda tem muito que aprender. No município Dourados não é diferente, pois basta sairmos às ruas para percebermos que nossas vidas são postas em risco.
E não são apenas motoristas e motociclistas comuns que colocam a vida das pessoas em perigo. Até mesmo alguns policiais fardados são descuidados quando o assunto é dirigir na defensiva. E não há como negar, isso é fato.
Um dia desses uma viatura da polícia militar que trafegava pela rua Dr. Nelson de Araújo, sentido Jardim Água Boa, na esquina com a Rua Antônio Hermínio de Figueiredo por pouco não atropela um casal com seus filhos na faixa de pedestre. Se essas pessoas não tivessem acelerado o passo seriam vítimas do veículo da própria polícia, que, diga-se de passagem, é paga com o dinheiro público para fazer a segurança do cidadão.
Além do sistema de trânsito de Dourados ser caótico, tendo em vista a grande quantidade de veículos. Diante de tudo isso, somos obrigados a conviver diariamente no trânsito com pessoas que jamais deveriam estar habilitados para conduzir automóveis. Estatísticas comprovam que a falta de educação para o trânsito e, sobretudo, a imprudência, são os principais fatores das causas de acidentes.
No trânsito é preciso o bom senso, o respeito mútuo entre os transeuntes,  tanto de condutores de carros e caminhões, quanto dos pedestres e ciclistas. Acreditamos que o bom senso passa pela questão dos pais ou responsáveis, jamais permitirem que seus filhos menores aprendam dirigir, sem que tenha a idade mínima permitida por lei. Ou seja, 18 anos, para depois tirar sua carteira de habilitação em uma auto-escola credenciada pelo Detran.    
Esperamos que com a implantação da tal Agência de Trânsito de Dourados o Poder Público possa contratar pessoas especializadas, como por exemplo, engenheiro de trânsito para tentar reordenar definitivamente o sistema viário de nossa cidade que, embora possua um número gigantesco de carros e motocicletas, não dispõe de serviços de trânsito qualificado.
Entretanto, pouco ou nada adianta, se fazer tanto esforço para melhorar o sistema viário da cidade, se os condutores de veículos automotores não tomar consciência de que, cada vez que se coloca um carro ou uma motocicleta na rua, é com máquinas e vidas que estamos lidando.
O autor é professor da Rede Municipal de Educação - [email protected]