Todo homem é reto aos seus próprios olhos – Provérbios 24:2
Muito boa, mas muito boa mesmo, a notícia dando conta do arrocho de equipes responsáveis pela vigilância das irregularidades praticadas por veículos e pedestres no trânsito e nas calçadas das cidades. Aliás, medida necessária por conta dos “desmandos” que presenciamos todo dia.
É triste deparar com espaço previamente demarcado para cadeirantes, idosos e afins, sendo ocupado por quem poderia ter um pouquinho de sensibilidade e responsabilidade, e acima de tudo, vergonha na cara por estacionar em local proibido. É uma falta de respeito total e generalizada.
O site Campo Grande News produziu um texto no último dia 20, mostrando que motoristas ignoram as leis de trânsito e estacionam em cima da calçada, ou que é pior, colocam carros em cima de pisos táteis, destinados a auxiliar a passagem de deficientes visuais.
Segundo o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), a calçada não é local para carros, e sim para a circulação de pedestres. Veículo estacionado na calçada põe em risco a segurança do cidadão, que perde o espaço para caminhar.
Fica a torcida para mudança radical nesse comportamento reprovável, absurdamente praticado aqui e acolá. Essa aberração é vista diariamente em todos os municípios brasileiros, causa revolta, indignação, além de imperar a sensação de que no Brasil o que vale mesmo é a anarquia e a contravenção. Que se aplique rigorosamente a lei.
Agir isoladamente de nada adianta, é preciso dar um basta, tendo em vista o monstruoso número de mortos, aleijados, feridos no trânsito, vítimas de motoristas alcoolizados, drogados ou mesmo pela simples brincadeirinha denominada racha, crimes dolosos qualificados, que quase sempre terminam sem a punição merecida.
Quantas pessoas perdem a vida diariamente nas rodovias brasileiras, por atos desumanos praticados por motoristas bolados, inconseqüentes que se transformam em monstros atrás de um volante.
A perda de pontos na carteira, pagamento de multas e a recusa do bafômetro parecem não representar nada para esses infratores, que com essa sensação de impunidade continuam a praticar arruaças em vias públicas.
Essa medida de fiscalizar com mais rigor calçadas e pontos acessíveis soa positivamente. Tomara essa ação possa ter continuidade de forma a abolir os maus condutores.
O pessoal do trânsito está atento e de agora em diante a caneta parece apta a entrar em ação. Diminuir a violência no transito é possível sim desde que haja comprometimento recíproco, sem atropelo nas faixas, e cana dura sem dó para quem permanecer na contramão da legalidade.
* O autor é jornalista. [email protected]