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OPINIÃO: Governador de MS “amarela” em Dourados

25 de junho 2012 - 22h44 Por Júlio Saldivar
OPINIÃO: Governador de MS “amarela” em Dourados

No dicionário informal o termo “amarelar” significa pipocar, ter medo, agir com falta de coragem ou covardia, recuar, dar pra trás, etc.

Estamos acompanhando bem de perto o jogo politico desde o inicio das conversações em torno dos nomes que poderão vir a disputar a eleição majoritária aqui em Dourados. Além de segunda maior cidade do Estado de MS, Dourados é uma cidade polo, centro de referencia para atendimento das mais variadas necessidades de uma grande quantidade de municípios circunvizinhos e, por consequência, todo esse conglomerado representa uma fatia significante de eleitores que podem definir uma eleição a nível estadual.

Não é segredo para ninguém que a maioria dos partidos políticos que possuem condições de lançar candidaturas próprias para a prefeitura, principalmente os maiores e mais tradicionais, dependem de decisões e principalmente apoios financeiros vindos da capital do Estado.  O governador André Puccinelli, líder maior do PMDB, diferente da capital, onde participa ativamente do processo de escolha e captação de parcerias para seu candidato, por aqui mantem um misterioso e estranho silencio, deixando a deriva o seu próprio partido.

É certo que dentro de um jogo politico existem muitas manobras, interesses pessoais ou de um grupo, fatos invisíveis, coisas que não deveriam existir e que podem favorecer ou prejudicar este ou aquele figurante, mas a mudez, a falta de ação do governador, mesmo que seja para tomar uma decisão que doa na própria carne neste momento tão importante na vida politica de nosso município pode lhe render um resultado muito desfavorável, diante da desconfiança gerada perante a opinião pública, e que pode sim lhe prejudicar em futuras investidas politicas em nossa região.

Considero que aqui em Dourados temos nomes respeitáveis em praticamente todos os partidos políticos para o debate de ideias e projetos em prol do desenvolvimento e do atendimento das necessidades da nossa gente, mas a classe politica aqui é dependente, e essa dependência, e principalmente a falta de interesse (ou manutenção de interesse) do cacique maior de MS em participar do processo incomoda e torna dramática a definição de um nome que, mais do que fazer frente ao atual prefeito nas eleições que se avizinham, torne a eleição aquilo que a maioria deseja, ou seja, um verdadeiro jogo democrático, onde exista a discussão, o debate, e opção de escolha do melhor projeto.

Nada pessoal contra o atual prefeito da nossa cidade, pois seu conhecimento e visão administrativa pode até ser inquestionável, porem ter única opção em uma eleição municipal soa como empurrar “goela abaixo” da população um grupo politico que vai dominar além da administração municipal, distribuindo cargos e benesses aos correligionários ao “bel prazer”, também a Câmara Municipal, onde vai continuar inexistindo o debate nas votações, a fiscalização das ações do executivo e a verdadeira preocupação com a melhoria dos serviços prestados a população.

* O autor é empresário, nascido em Dourados. [email protected]