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OPINIÃO: Terrenos baldios e a segurança do cidadão

28 de junho 2012 - 18h10 Por Edgard Jardim Rosa Junior
OPINIÃO: Terrenos baldios e a segurança do cidadão

edgar_rosa_jardim_coluna É possível que, para administração pública municipal, quando um cidadão comum faz algum tipo de comentário sobre determinada ação prática realizada erroneamente ou não realizada, ela possa imaginar que o que se quer, na verdade, é prejudica-la ou mal julga-la publicamente. Não é verdade.

Infelizmente esse é o comportamento histórico da maioria dos políticos brasileiros e que precisaria mudar, para que o povo possa, enfim, se sentir prestigiado na sua condição de componente útil de uma determinada sociedade.

Entendo que não é rara a oferta de sugestões inadequadas ou mesmo impraticáveis, quer por sua complexidade ou por seu custo, mas é necessário que elas sejam, pelo menos, consideradas para o bem dos seus cidadãos.

Com o nosso dia a dia é muito corrido, normalmente não vemos coisas que estão na nossa frente e que podem representar grandes perigos, como são os casos de terrenos baldios existentes em Dourados, assim como em muitas cidades brasileiras.

No bairro onde moro, por exemplo, na parte dos fundos do terreno, tem um terreno baldio, que na verdade não é um terreno baldio, e sim, um loteamento inteiro baldio, o qual, nesses últimos 60 dias me causou dois problemas (fora o resultado das queimadas que ocorrem ocasionalmente para fazer a sua “limpeza”).

O primeiro deles foi a “entrada” de uma cobra de aproximadamente um metro (ela era verde, mas era cobra) que subiu por um dos pés de mamona existentes do outro lado (imaginem o tamanho das mamoneiras), vindo a adentrar no meu quintal e me deu um trabalho danado para recoloca-la no seu habitat natural. A segunda, que na verdade me preocupou, foi o fato do filho de um vizinho, em um  domingo, à três semanas passadas, ter tocado a campainha de casa e me ter dito que tinha ouvido um homem falar, do outro lado do muro de sua residência, que iria assaltar aquela casa. Para dissipar os receios do garoto, peguei uma escada (o muro é alto) e fui ver o que havia do outro lado. De fato tinha um homem lá, apenas com calça e em flagrante estado de embriaguês falando sozinho. Eu pedi que fosse embora e ele saiu trôpego, mas foi embora e em paz.

A minha grande preocupação veio depois, quando comecei a pensar que realmente poderia ter ocorrido de outra forma, e alguém ter entrado naquela residência para praticar, eu não sei se roubo ou furto, com chance até de ferir o menino.

Faço essas colocações porque a Prefeitura Municipal pode agir, com o apoio da Câmara Municipal e, sem gasto de dinheiro nenhum por parte do erário público, para melhorar essa situação, ao mesmo tempo em que proporciona mais segurança ao cidadão comum.

A sugestão seria de obrigar os donos de terrenos baldios a pagar pela limpeza “tri ou quadrimestralmente” desses terrenos, tendo a obrigação de apresentar comprovação de cumprimento dessa norma ou que pagassem para que a Prefeitura fizesse esse serviço. Essa taxa poderia vir junto com o nosso IPTU.

Não é justo que o investimento de poucos, comprando lotes à espera de valorização, possa prejudicar a imagem da cidade e restringir a segurança do cidadão.

* O autor é professor da FCA (Faculdade de Ciências Agrárias) na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados)