No dia 28 de julho comemora-se o dia do agricultor, sendo ele chamado por diversos termos: camponês, lavrador e com o tempo outros nomes foram acrescentados, agricultor de subsistência, pequeno produtor e agricultor familiar. Chamados também de sitiantes, chacareiros, pois além da agricultura se dedicam à criação de pequenos animais como ovinos, suínos, gado vacum, galinhas caipiras e nos aviários, galinhas da angola, patos, perus, etc. Assim desenvolvem as duas atividades ao mesmo tempo, visto que as pequenas propriedades vivem daquilo que produzem e vendem parte delas como leite, queijo e alguns até fabricam doce.
No dia 20 de junho de 2008 foi instituído também pela Lei número 11.716 o dia nacional do pecuarista para ser comemorado anualmente no dia 15 de julho, mas pouca divulgação acontece, sendo outra classe que traz o progresso para Dourados e região.
O agricultor está presente nos arredores de nossa cidade, nas pequenas sitiócas, onde muita gente cultiva a maniva para produção de mandioca, hortaliças, frutas, batatas, a cana para a garapa, feijão, até a erva-mate. Outros produtos da região encontramos nas bancas dos feirantes na quarta-feira no BNH Primeiro plano, nos sábados e domingos na feira da Rua Cuiabá, existindo outras por vários lugares da cidade.
O agricultor é um homem de coragem, não se abate, falte chuva ou quando vem em demasia, chega o inverno com as geadas, muitas vezes cai o granizo, mas continua firme e esperançoso. Temos assistido pela manhã no programa globo rural imagens da seca de sul a norte, em alguns lugares ainda dependem do carro pipa onde não chove há muito tempo. O Rio Grande do Sul, estado rico, sofre com a seca, agora perguntamos, por que isso. A resposta pode ser o desmatamento desenfreado que aconteceu durante muitos anos e a natureza está revoltada. Porém depois de tudo isso acontecer está havendo uma conscientização para se preservar o meio ambiente, bom sinal e temos agora um código florestal a ser seguido.
A Grande Dourados constituída de vários municípios ao redor do nosso como Douradina, Vicentina, Fátima do Sul, Itaporã e seus distritos foram desbravados pelos destemidos agricultores e pecuaristas de todos os rincões do Brasil. Posteriormente surgiu a Colônia Agrícola Nacional de Dourados, criada em 1943, que atraiu para a região tantas levas de imigrantes, como portugueses, libaneses, sírios, japoneses, que investiram no comércio.
Nossa região é constituída de uma variedade de povos que deram força à região como os nordestinos, os paulistas, mineiros, os rio-grandenses (guascas), os paraguaios e indígenas, estes utilizaram inicialmente na região a enxada, o machado e a foice na derrubada das matas para o plantio de milho, feijão, arroz, algodão, mandioca e outros produtos de consumo, a chamada lavoura branca e foram abertas muitas fazendas para a criação de gado.
Na década de 70 começaram as lavouras mecanizadas com a chegada dos gaúchos, catarinenses e paranaenses, famílias constituídas na sua maioria de pessoas de origem européia que iniciaram as grandes lavouras de soja, milho, sorgo e trigo, dando um impulso maior ao nosso comércio.
Dourados deve muito ao agricultor, então não podemos deixá-lo no esquecimento e o mínimo que fazemos é homenageá-lo, pois é ele quem ajuda a por a alimentação na mesa do brasileiro e contribui muito na exportação, garantindo a entrada dos dólares.
O custo para produção de uma lavoura é muito grande e o lucro dela depende muito de São Pedro, os impostos não são baratos, as estradas não são ideais, o meio de transporte, devido aos constantes aumentos do combustível torna o frete mais caro.
Este ano vislumbra-se uma colheita melhor por causa da crise que está assolando os Estados Unidos da América, mas deve-se lembrar que nossa região teve em três anos seguidos falta de chuva e com isso muita gente chegou a colher menos do que 10 sacos de soja por hectare e a conta junto aos bancos está sendo paga fielmente.
Parabéns pelo seu dia.
* O autor é advogado e produtor rural.