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OPINIÃO: Campanha para vereador esquenta, mas sem risco de desabastecimento

02 de setembro 2012 - 12h26 Por Nei Marques da Silva Morais
OPINIÃO: Campanha para vereador esquenta, mas sem risco de desabastecimento

Momentaneamente afastado do teatro das atividades republicanas, vez que minhas atividades políticas e universitárias aconteceram, muito intensas, desde 1973 , no Estado de São Paulo, base operacional, embora pessoalmente sinta a falta desta atividade, que por ser política, vez que, depois dos gemidos do prazer é a militância a minha verdadeira profissão, pretendo suprir essa carência pessoal escrevendo, relatando fatos e acontecimentos, que possam de forma positiva contribuir para amenizar as perversas disfunções do nosso sistema político, nos termos apontados pelo sociólogo francês Alain Touraine (sic), da Universidade Paris 01 que em uma de suas visitas à Universidade de São Paulo, onde estudei Filosofia, sendo ele o interlocutor principal dos meus professores de Filosofia, cuja maioria fizeram seus mestrados e doutorados na referida Universidade, sendo um dos mais íntimos e solidário amigo do ex-aluno da USP, Fernando Henrique Cardoso.

Agora vou relatar um fato que é cômico se não fosse trágico.

Um elemento candidato a vereador encontrou-se com outro elemento, tendo acontecido o seguinte fato:

O elemento-candidato encontrou-se casualmente com o elemento-amigo, que me relatou o seguinte:

- Tudo  bom elemento, sou candidato a vereador, me ajuda, vota em mim.

- Mas tem jeito de me descolar uma gasolina porque estou  precisando fazer uma correria para fazer um trabalho, disse o elemento-amigo.

Mas, segundo me relatou o elemento-candidato a vereador, como contribuiria para divulgação da candidatura, na prática o elemento-gasolina não contribuiria com nada.

Resumo da Ópera:

- Passa lá no meu escritório que eu vou te fornecer a gasolina.

O elemento-amigo foi ao escritório do candidato e este forneceu uma autorização de apenas 5 litros do elemento-gasolina.

O elemento-amigo-gasolina recusou o negócio, considerou a quantia uma ofensa e me disse que o elemento-candidato perdeu pelo menos dois votos, e que mesmo que a gasolina lhe tivesse sido ofertada votaria no PSOL, porque gosta muito do ex-Deputado Plinio de Arruda Sampaio, e me indagou se eu sabia qual seria o candidato ficha limpa. Eu lhe recomendei que votasse na legenda.

Abstraindo a questão ética do fato:

A uma, a população de Dourados-MS pode ficar tranqüila que não há qualquer possibilidade de uma crise de desabastecimento energético, e se esse paradigma for adotado como preço mínimo do voto, é possível até uma redução nos preços dos combustíveis.

A duas, a campanha para vereador, que será a única disputa de fato nestas eleições, será mais competitiva, beneficiando os candidatos hipossuficientes.

Nesse diapasão...

* O autor é advogado em Dourados