Só, no Aeroporto, são dois pra lá dois pra cá, enquanto esse pássaro formoso, pavão misterioso, espera a autorização das torres para subir, subir, até 13 Km e voando a 850 Km por hora, partir e chegar na mesma hora na cidade morena.
Faltando ainda 220 Km, e a cidade perguntou: “terá sido a pretendida ou teria sido a outra, que surgiu tão misteriosa, mas ninguém sabe e nem nunca saberá o que se passava no espírito daquela que hoje quer ser perfeita”.
Agora vou tentar desvendar este novelo. Será que essa moça é goiana, candanga, ou é do Plano?
Mas, se ela me revelar que é do Beirute, senta aqui, vamos conversar, porque quem frequenta o Beirute pode até me conhecer, lá ninguém diz amém, cada palavra dá um livro, pois o debate é presencial e, no Beirute, tudo é permitido, política, som atuante, meditação, anarquia, e tem mais uma: no Beirute é normal discutir aquele quadro de Diego Velásquez, “as meninas” .
E se essa moça for do Piantela, será por deslumbramento, ai meu Deus, como sinto a falta daquele Senhor que tomava sempre aquele licor de Paris!
Pois, aquele Senhor rompeu com o Severo, mas não resistiu e foi com o Severo para fumar o cachimbo da paz, não era paraquedista, e sempre que vou à Trindade Paraty, na minha imaginação vejo seus olhos de sereia nadando nas profundezas do Oceano Atlântico...
Aquele Senhor, que era também poeta, menina moça, disse um dia: política é o diálogo da razão com a emoção, o consórcio da lógica com a utopia, o prever para o prover; a primeira virtude do político é a coragem, não matar, não roubar, prender quem roube.
Será que essa mulher que encanta os carentes de desejos, conhece o som do Ednardo, ou é fã do Renato Russo?
Brasília, cidade avião, vôo razante, aeroplanta no altiplano do chão, eu sempre que te vejo imagino a imagem próxima e distante de minha primeira namorada.
Porque veio prá cá, pouco importa, importa é saber para onde e com quem vai.
As candidaturas plataforma (m), sobem ou descem, dependem da capilaridade eleitoral alcançada.
“A tudo diga que si, a nada diga que no, para poderse construir una imensa harmonia” (Pablo Milanez).
* O autor é advogado em Dourados