“Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guia-me o teu bom Espírito por terreno plano” – Salmo 143:10
É inegável o crescimento acelerado no Município de Dourados. Essa realidade é vivenciada em boa parte do Brasil. Em dos principais desafios do próximo comandante está centrado exatamente na confecção e principalmente na execução de projetos esportivos, culturais, além naturalmente, da infraestrutura urbana e rural.
De longe essa urbe já abriga mais de duzentos mil habitantes. Independente de quem for o novo prefeito, não se pode fazer ouvidos moucos quando o assunto alcançar áreas prioritárias para o bem comum da comunidade.
A cidade atualmente respira novos ares e essa organização deve-se muito ao apregoado pela administração interina, quando pela primeira fez o judiciário teve que intervir para dar um basta na mazela, safadeza, acordos escusos e roubos do erário público.
O estopim da farra aconteceu em setembro de 2010, mas a coisa já vinha mansa havia muito tempo. De maneira austera e cirúrgica o juiz Eduardo Machado Rocha estancou várias veias viciadas que sangravam o cofre público impiedosamente.
Aliás, a administração interina, foi o divisor pelo bom momento em que atravessa o segundo município sul-mato-grossense. Tanto o Dr. Eduardo, quanto a vereador Delia Razuk, se esmeraram para colocar o trem no trilho da decência e do altruísmo, pois o alto estima do povo estava ferido e muitíssimo machucado.
Projetos que estavam atravancados como a reforma do Douradão, abertura da Praça Antônio João, convênios como o da Guarda Municipal, pagamento de fornecedores, a grande maioria foi paga religiosamente nesse período.
As feridas causadas no passado por atropelos, egoísmo e falta de respeito, estão recebendo tratamento de qualidade e essa bandeira não pode e não deve retroagir, apesar das pessoas ainda assustadas. E com toda razão, oportunidades são ofertadas para todos, quem não sabe conviver coletivamente encontra dificuldades.
É a lei da semeadura. Na política, como em qualquer situação, ética auxilia sobremaneira na promoção aceitável de uma comunidade e não pode recair somente nos ombros das autoridades, todos somos responsáveis.
Criticar é fácil, principalmente aqueles cuja responsabilidade não temos. Muita gente diz ter ojeriza de política, mas não faz esforço nenhum para quitar tributos, por exemplo. Na ânsia de se chegar ao poder, teve gente que irresponsavelmente orientava os contribuintes a não pagarem seus impostos, dizendo que iriam ser anistiados na próxima administração. Postura abominável e politiqueira.
Um engodo. Muitos caíram nesse canto da seria e acabaram nas barras dos tribunais e muitos perderam seus bens ao serem executados. Em Dourados, depois da tempestade veio o início da bonança. Tomara esse sentimento continue por séculos.
Que os homens possam sentar na mesma mesa e discutir de igual nível situações que venham tão somente beneficiar as futuras gerações. Senhores candidatos a cargos públicos, vocês se prepararam adequadamente para suportar o contraditório? Ou vocês acham que não haverá nuvem negra em suas caminhadas?
Eu mesmo tomei a decisão de deixar a política partidária no próximo dia 8 de outubro, após as eleições. Tive uma experiência nas urnas há quatro anos e basta. Também ocupei cargo público assinando a Comunicação Municipal de Dourados, experiência que espero ser a única. Não aceito passar por esse crivo novamente, inclusive já declinei algumas investidas.
Vida pública para mim chega! Tenho o maior respeito por quem está nessa área, já ocupei também o posto de assessor do ex-vereador Zé Silvestre na Câmara Municipal, e em Naviraí no governo Onevan de Matos, no final da década de 80, início de 90, e dou esse assunto por encerrado.
* O autor é jornalista