Ano de 2012, Olimpíadas, Eleições Municipais, inúmeros concursos públicos em diversas áreas, preparativos para a Copa do Mundo de 2014, aos brasileiros, novas esperanças para a melhoria de vida. E a saúde, a segurança, o trabalho e, sobretudo a educação, direitos inerentes ao ser humano garantidos pela Carta Maior de 1988 em seu art. 6º, como ficam?
Todos esses direitos certamente farão parte dos discursos dos políticos na ânsia de angariar votos, esquecem, no entanto que esses são deveres e obrigação do Estado para com seus concidadãos e, portanto nem deveria fazer parte dos discursos, visto que se é dever não precisa promessas mirabolantes para tê-los garantidos, basta criar mecanismos para cumpri-los em sua plenitude. Como dizia o ícone da educação Dermeval Saviani: “quando se inaugura uma nova escola faz-se toda uma pompa como se isto fosse um grande feito e um presente dos políticos para o povo”. Pura demagogia!
Recentemente em 2010, presenciou-se o caos e a tragédia no Haiti, mobilizaram-se o mundo todo para ajudar da melhor forma possível (fato louvável), haja vista que a solidariedade entre as nações é um fator positivo neste mundo de meu Deus, como destacado pelo site do Youtube “Hope For Haiti Now” (Esperança para o Haiti agora) música que clamava a participação de todos, engajados inúmeras celebridades de todos os segmentos artísticos com o intento de arrecadar recursos financeiros que tinha como escopo minimizar os problemas oriundos do terremoto devastador.
Neste mesmo diapasão, vale enfatizar a música de Caetano e Gil, “O Haiti é aqui”. Esta é a pura realidade. Quantos Haitis tem-se dentro do nosso querido Brasil? Dois, três, quatro, quiçá quantos. Entretanto, só aparecem as coisas belas na foto e/ou na mídia o resto faz-se como na política varre-se para baixo do tapete. Ultimamente, existem vários problemas que assolam o brasileiro, enchentes, miséria, violência sem precedentes entre outros e pouco se faz para no mínimo, minimizar seus piores efeitos.
Voltemos ao problema educacional brasileiro, que também é um caos e ainda tem políticos que tem a cara de pau de dizer que a educação vai bem obrigado. Será que eles pensam que o brasileiro não tem acesso à informação? Certamente que sim! Em uma pesquisa recente, divulgada pela Portal G1 (2010) diz que apenas 48% dos alunos matriculados chegam ao Ensino Médio e destes somente 13% ao Ensino Superior os restantes se perdem no caminho, ou estão em sub-empregos ou se tornaram delinquentes.
É notório destacar que, não raro, políticos em seus discursos dizerem que, “não existem segredos para melhorar a educação: basta ter um gestor competente, metas de desempenho, escola bem cuidada, pedagogia prática e atual, investimento na preparação continuada do professor e pronto, teremos uma educação de qualidade. Se é tão simples assim, então por que, quem tem a máquina pública na mão não resolve? Simplesmente, porque quanto maior o nível educacional das pessoas, mais críticas e conscientes elas serão e isto grande parte dos políticos não querem.
Como é possível um professor não ter o seu devido valor. Falo isso porque nos concursos públicos abertos, pasmem! Até quem tem somente o Ensino Fundamental ganha mais que um professor. E vem me dizer que salário não é problema. Será? O capitalismo tão massacrado por Karl Max é o que impera atualmente. Como pode o professor buscar maior qualificação, capacitação e outros cursos de reciclagem se o que ganha mal dá para sobreviver, que dirá para buscar capacitação.
Infelizmente, enquanto a educação no país for tratada de forma subalterna não passaremos de país de Terceiro Mundo, atrás de países como Bolívia, Venezuela e tantos outros que não possui a economia “estável” como o Brasil, palavras dos grandes economistas brasileiros!
* O autor é graduado em Informática pela Universidade Federal de Rondônia, Pós-Graduando em Direito da Tecnologia da Informação pela Universidade Gama Filho e acadêmico do 9º Período de Direito das Faculdades Associadas de Ariquemes – FAAr.