A falta de visão leva as pessoas à ruína – Provérbios 29:18
O Estádio Douradão foi palco de um acontecimento que caberia perfeitamente num quadro denominado: inacreditável futebol clube da indecência. A cidade recebeu uma fase do Campeonato Estadual Sub-14. Um torneio envolvendo varias equipes de Dourados, Rio Brilhante e Naviraí e promovida pela Federação de Futebol de MS, portanto um evento oficial.
O regulamente previa em tese, que só o primeiro colocado ou o campeão geral ganharia o direito de avançar na competição e seguir para as finais em Corumbá.
Ocorre que a falta de respeito tomou conta das disputas, pior é que esse termo ficou alheio ao bom futebol e se restringiu ao campo pessoal e o maior prejudicado com toda lambança definida nos bastidores da vergonha seria o Município de Dourados.
Algumas partidas terminaram com suspeita de pouco caso, ou seja, perdemos para este adversário, mas podemos dar o troco lá na frente, pois se já estivermos sem chance de avançarmos vamos amolecer o duelo, e daí não vai nem nos nem eles.
Essa postura é ilegal, imoral, e o fato por si só já mereceria uma intervenção mais amiúde dos órgãos responsáveis pelos direitos da criança e do adolescente. A atitude tomada de A para prejudicar o B torna-se um ato leviano e que pode comprometer a formação cidadã dos garotos envolvidos nessa tramóia.
Teve menino assustado, não sabendo ao certo o que deveria fazer, pois recebe orientação para executar uma situação e de repente se depara com uma ordem totalmente inversa do apregoado?
A briga interna beneficiou o representante de Navirai que seria o único a representar a Região Sul do Estado na Cidade Branca. Em tese. Sabe-se lá como a FFMS consegui reverter à situação nessa terça para quarta-feira e, além do campeão, o vice e o terceiro colocado também ganharam o direito de se juntar aos outros vencedores e formar uma grupo de doze times para daí sair o campeão estadual da categoria.
E agora? Como descascar esse abacaxi? Com que moral esses pseudos dirigentes vão encarar essa molecada sabendo que a bagunça está estabelecida? Além, em tese de novo, em formar cidadãos?
Em nada acresce um episódio como este. Se já pensou se os pais desses meninos se recusarem a deixá-los ir? Já pensou no malefício causado por um ato como este praticado de forma errada, no momento errado, uma agressão aos bons costumes.
É andar na contra mão da moralidade e da normalidade. Esse acontecimento macula de todas as formas o futebol de base do MS e merece cartão vermelho.
A pratica da modalidade é mais do que elogiável, merece as melhores considerações, pena que a cabeça de rolinha de alguns ditos “dirigentes” e “professores” só mostra a fragilidade em que se encontra, sem respeito, sem humildade, e sem relações publicas, para lidera efetivamente na formação critica das futuras gerações.
Não tem como mensurar agora essa nuvem negra que vai pairar por muito tempo na cabeça desses meninos, ou não? A coisa está fedendo. Não esqueça: praticar esporte também é arte, além de saúde.
Criança não pode ser vitima e ficar no meio de fogo cruzado da intransigência em nenhuma circunstancia.
* O autor é jornalista