Com tantas agressões contra jornalistas em 2012, difícil é manter vivo o Jornalismo. Em Mato Grosso do Sul, os assassinatos que envolveram
jornalistas e proprietários de empresas de comunicação seguem acompanhados pela impunidade, enquanto o que se quer é a real causa
dos crimes e o julgamento dos culpados.
No dia a dia, a violência assume várias formas. O jornalista sofre tentativas de constrangimento ao livre exercício da profissão de fatores externos e internos. Em Dourados, até o sigilo da fonte, garantido pela Constituição de 1988, foi criticado por um servidor do MPF (Ministério Público Federal) em um infeliz episódio na semana passada. Já dentro das empresas, é freqüente a censura do conteúdo que envolve os anunciantes, a jornada desgastante e a necessidade de melhores condições de trabalho.
O jornalista não é dono da empresa, muitos empresários afirmam isso sempre, portanto, quanto maior a defesa de todos pela profissão, mais
o jornalista será respeitado dentro e fora do veículo de comunicação.
Criado para promover o diálogo entre as várias versões de um fato, o Jornalismo deve ser defendido pelos próprios jornalistas e pelo público, que tem acesso a determinado acontecimento muitas vezes apenas através da imprensa. Por isso, fortalecer a profissão do jornalista é fortalecer a democracia.
Os jornalistas estão empenhados nesse intuito. Entre as ações está a criação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados
(Sinjorgran), em 09 de dezembro de 1989 e que completará 23 anos o próximo mês, com muitas demandas.
Contra a violência, queremos a aprovação da lei que federaliza os crimes contra jornalistas. Para combater a precarização, queremos uma nova regulamentação sobre a profissão e piso nacional de seis salários mínimos. Em busca de valorizar o jornalismo como profissão, defendemos
a volta da exigência da formação superior, para que a definição de quem é ou não jornalista não fique restrita ao patrão.
Nosso esforço enquanto Sindicato é defender o livre exercício da profissão. Como o Sindicato não é feito por papéis e sim por pessoas,
aproveitamos o aniversário que se aproxima para convidar mais jornalistas para essa jornada. Ao invés do que o Sindicato pode fazer
por você, proponha o que você pode ser para o Sindicato, para o Jornalismo e para a sociedade.
* A autora é presidente do Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados)