Fundado em 12/06/1967, o Clube Indaiá se consolidou como o maior clube social de Dourados e do interior de Mato Grosso do Sul. O sucesso alcançado se deve ao trabalho árduo de muitos associados e funcionários que se dedicaram a sua construção, estruturação e crescimento ao longo de mais de quatro décadas. São tantos nomes que uma relação completa não caberia neste artigo.
Apesar de possuir uma trajetória exitosa, nas últimas semanas sua imagem foi abalada. Isso porque pesou sobre a atual gestão administrativa um conjunto de acusações, suspeições e insinuações sobre a seriedade e competência da Diretoria Executiva. Grande parte dessa situação se deve à repercussão e aos desdobramentos da publicação de um edital de convocação para a Assembleia Geral Extraordinária, marcada para às 15 horas do dia 24/11/2012, em sua sede social. A chamada foi feita sem prévia consulta aos membros do Conselho Deliberativo, conforme estabelece a tradição e, segundo entendo, o Art. 48, Inciso XIII, do Estatuto Social. Soma-se a isso a ação de alguns profissionais de comunicação, os quais não pouparam insinuações deselegantes em colunas de jornais, programas de rádio, blogs e redes sociais.
Polêmicas à parte, o fato é que no dia e horário marcados ocorreu a tão esperada Assembleia. As expectativas eram grandes e compareceram quase cem associados. Dois se lançaram como candidatos a presidir a reunião, sendo um deles o próprio responsável pela convocação do coletivo. Por isso foi chamado à atenção por querer ser, ao mesmo tempo, legislador, advogado de defesa, juiz, testemunha e carrasco para aplicar a sentença final. Colocado o assunto para votação, a acusação sofreu a primeira de uma série de derrotas naquela tarde. Constatou-se que havia planos para destituir a atual Diretoria Executiva, eleger um novo presidente e promover eleições gerais. Mas a estratégia da oposição deu errada e foi interpretada por muitos como uma tentativa de “golpe branco”. Ademais, durante as discussões sobre cada item da pauta, nenhuma prova contundente contra a atual gestão foi constatada pela maioria dos presentes. Em contrapartida, a Diretoria Executiva apresentou uma defesa serena e impecável, com documentos e interpretações seguras acerca do Estatuto Social. Logo, teve todas as suas argumentações e defesas aprovadas pela grande maioria dos associados presentes.
Cumpre ainda dizer que da Assembleia ficaram alguns prejuízos: imagens maculadas e despesas financeiras para a associação pagar (imprensa, segurança etc.). Não por menos, portanto, que após o término da reunião, um assessor-diretor disse que o dinheiro ali gasto poderia ter sido aplicado para repovoar com mais peixes o lago do Clube. Mais tarde, outro associado sintetizou o episódio dizendo que os idealizados do evento, ao partirem para uma espécie de jogo de truco, acabaram morrendo com o “zap” nas mãos (se é que tinham algum mesmo!).
Disso tudo fica um grande aprendizado: o Clube Indaiá é maior e mais forte do que muitos imaginam e ali não há espaço para política partidária, interesse de pequenos grupos e desrespeito à inteligência e à capacidade de indignação e discernimento dos associados.
* O autor é Doutor em História/Arqueologia pela PUCRS, professor de Antropologia na UFGD e secretário do Clube Indaiá. Email: [email protected].