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Opinião

Dourados, terra de oportunidades: Basta reconhecer o potencial

20 de dezembro 2012 - 11h35 Por Redação Douranews
Dourados, terra de oportunidades: Basta reconhecer o potencial

Todos que chegam a Dourados apresentam um misto de prazer e de desapontamento. Prazer por estar atingindo um novo patamar, conhecer uma nova região; desapontamento por já chegar ouvindo as pessoas daqui dizerem que tudo isso poderia ser muito mais.

É preciso admitir: o douradense ainda não se deu conta de que faz parte de uma região representada não pelos 200 e poucos mil habitantes que conquistamos no último Censo do Ibge, mas sim que congrega um polo regional de mais de 800 mil pessoas.

É isso que deve ser levado em conta, na reflexão dos 77 anos. A cidade precisa deixar de imaginar que a casa do vizinho sempre é melhor do que a nossa, de se preocupar em contar quantos compradores entram na loja da frente ou do lado e se especializar em dotar o nosso próprio empreendimento da qualidade e do atendimento capazes de atrair o maior número de consumidores.

É isso. O amor a Dourados deve ser demonstrado em gestos e ações práticas. Não adianta, agora, 77 anos depois, as lamentações e arrependimentos do tipo “cidade boa é aonde eu morava”. Todos os que, por uma razão ou outra, para cá vieram e aqui estão, devem assumir a sua parte no projeto chamado Dourados.

O fato de que a maioria dos administradores da cidade terem como origem outas regiões do País não significa maior ou menor apego às coisas de Dourados. Tivemos um único prefeito douradense da gema, como se diz. Totó Câmara se dizia prefeito de todos os douradenses e proclamava sempre que “quem não está aqui pra ajudar, que pelo menos não atrapalhe”.

Àqueles que demonstram arrependimentos, ficam exemplos de pioneiros baianos, mineiros, gaúchos, paulistas, catarinenses e paranaenses que, em caravanas, aqui aportaram, alguns ainda quando a cidade engatinhava os primeiros passos, aqui constituíram a família e que reproduziram sonhos e realizações.

Os mais novos, estes insistem em carregar pequenezas de uma sociedade hipócrita e interesseira, onde é mais fácil reclamar do que existe do que trabalhar e ajudar para promover as modificações necessárias ao próprio ajuste social.

Dourados, aos 77 anos, é um município que se consolida como centro regional do desenvolvimento. Falta a conscientização e o apego a esse sentimento, componentes que estamos conquistando com a participação de cada um e o esforço de todos.