Falar sobre meio ambiente torna-se complexo quando se trata de uma cidade com múltiplas atividades econômicas, pois a franca expansão da Agroindústria, da pecuária, agricultura, a presença crescente do setor sucroalcooleiro, o vertiginoso crescimento industrial faz com que nosso município desperte sinal de alerta com relação ações preventivas e corretivas relacionadas ao nosso meio ambiente, pois são processos que provocam impactos ambientais preocupantes.
Desta forma, nossa cidade que já possui sua política ambiental, com legislação específica, precisa de forma plena exercer seu poder fiscalizatório de maneira emblemática de agente protetor.
Felizmente Dourados dá bons exemplos de pioneirismo nesta questão, pois é referência para nosso estado por ser única a possuir um aterro sanitário público que de forma correta faz o destino final do lixo produzido.
Outra grande referência para nossa cidade é de ser a única do Centro-Oeste a possuir aterro sanitário privado para rejeitos industriais.
Dourados possui o privilégio de ser uma cidade pólo, tem em seu entorno cidades consideradas pequenas e com pouca “produção de lixo”, desta forma, estas possuem alternativas de transbordar para o aterro particular de nosso município, devido o custo para tal ser mais barato do que operar um sistema de aterro.
Este aterro sanitário denominado OCA AMBIENTAL processa lixo industrial de grandes empresas, tais como Petrobrás, Vale do Rio Doce, Seara, Usina São Fernando, postos de combustíveis de nossa cidade e ainda processa lixo recebido da cidade de Laguna Carapã, evidentemente é uma empresa certificada, que possui competência para dar destino final correto aos lixos produzidos por nossas indústrias e pelo transbordo de outras cidades.
Esta referência faz com que nossa cidade possua mais um atrativo para sua política industrial, haja vista, que há, por parte das mesmas, a preocupação com relação ao lixo produzido.
Desta forma nossa cidade amparada por dois aterros sanitários pode sim construir uma política com os demais municípios da sua bacia hidrográfica e desenvolver um projeto comum, pois para o meio ambiente toda ação local produzem efeitos regionais e consequentemente globais.
Devido a franca expansão populacional e industrial é necessário nos prepararmos para a exemplo das grandes cidades não fazer com que o lixo seja uma grande preocupação do futuro, sendo assim precisamos ampliar pela cidade coleta seletiva, pois esta contribui para o processamento mais rápido do lixo.
Precisamos criar atrativos para cooperativas de catadores, para empresas privadas do setor e principalmente, promovermos a compreensão que os trabalhadores desta coleta seletiva sejam vistos como agentes ambientais, capazes de promover qualidade de vida social e por isso precisam ser subsidiados pelos poderes públicos, haja vista que esta atividade não oferece lucros que possam proporcionar dignidade a estes referidos agentes.
Aperfeiçoar nossa política ambiental é o grande desafio de todos os segmentos constituídos, tais como as universidades públicas e privadas, nossa classe política, Ongs, Sanesul e principalmente contar com o respaldo e comprometimento de cada cidadão em prol deste objetivo.
Construir a sustentabilidade ambiental é uma tarefa de todos nós.
* O autor é vereador-DEM, geógrafo, professor, funcionário da Sanesul e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Dourados.