Exceto Sidrolândia e Bonito que escolhem seus novos prefeitos e vices neste domingo, 3 de março, os mais de setenta mandatários do Estado pisam no terceiro mês de administração e a ânsia pela chegada dos cem primeiros dias de governo é o foco deles vinte e quatro horas, ininterruptamente.
Parece até psicológico, se não alcançar os cem dias, os novos prefeitos parecem anestesiados, sem ação principalmente aqueles de primeiro mandato. Muitos deles ainda não conseguiram colocar efetivamente em pratica seu projeto de governo. Alguns sentem o peso da responsabilidade, sobretudo, ao encontrar os cofres vazios e as contas vencendo todos os dias, muitos não suportam mais ouvir o termo precatório.
Mas isso é só o começo, tem muito água para passar por debaixo da ponte. Esse malabarismo até para os mais experientes não é tão simples de controlar, pois não podem perder de vista a governabilidade, apesar dos inúmeros perrengues relacionados com acomodação política, emprego, formação de equipe, agendas e tudo o mais.
Passados os cem primeiros dias, menos Bonito e Sidrolândia, as coisas tendem a entrar nos eixos, os convênios começam dar o ar da graça, entradas de tributos contemplam em tese a situação e o fundo da ‘burrinha’ forradinha anima e inicia um novo ciclo, revigorado e esperançoso.
Nesse compasso dos cem dias estão os neófitos Junior Vasconcelos (Fátima do Sul); Sidney Foroni (Rio Brilhante); Wallas Milfont (Itaporã); Leo Matos (Naviraí); Juvenal Neto (Nova Alvorada do Sul), Mário Valério (Caarapó), dentre outros.
Em Maracaju, o prefeito Dr. Maurílio experimentou esta situação, pois já governou o Município; Darcy Freire reelegeu-se em Douradina e em Juti a vice Bel segue no governo iniciado com o ex-prefeito Grilo, enquanto o comandante douradense Murilo passou por esse crivo ao vencer a primeira eleição fora de época até então na historia de Dourados.
Para muitos, só com o passar dos cem primeiros dias é que as coisas vão funcionar de acordo e os benefícios prometidos em palanques em beneficio da população começarão a sair do papel. Tomara.
* O autor é Jornalista