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OPINIÃO: O desenvolvimento que queremos para Dourados

01 de março 2013 - 13h15 Por Marcelo Mourão
OPINIÃO: O desenvolvimento que queremos para Dourados

Fui convidado pela Associação Comercial e Empresarial de Dourados (ACED) a participar da Roda Empresarial promovida pela entidade, em que palestraram a secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo do Governo do estado (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa Dias, e o superintendente de Indústria, Comércio e Serviços do Estado, Ademar Silva Júnior. Foi uma oportunidade de ouvir sobre os números do estado e de compartilhar o otimismo que temos com o potencial de desenvolvimento do Mato Grosso do Sul e, mais particularmente, de Dourados e região.

As falas demonstraram o crescimento expressivo das exportações do Mato Grosso do Sul e da significativa participação de Dourados nesse sucesso, através da soja e milho que produz e de produtos básicos industrializados aqui. Conforme a Seprotur, em 2011 as exportações do estado cresceram 32%, o que reafirma a nossa vocação de gerador de riqueza e divisa para o Brasil.

Muito embora essa conjuntura positiva nos encha de satisfação e otimismo, ela nos mostra somente que estamos no caminho certo, mas que ainda há muita estrada para percorrer até chegarmos ao patamar de desenvolvimento que queremos, em especial, para Dourados, mas também para toda nossa região e para o Mato Grosso do Sul.

Digo isso porque o grosso das exportações do estado continua sendo o de produtos básicos. Ainda tomando como base o ano de 2011, as estatísticas da Seprotur mostram que esse setor foi responsável por nada menos que 62% do total exportado pelo Mato Grosso do Sul. Não que isso seja ruim para a economia do estado, pelo contrário, pode ser muito melhor.

O desenvolvimento que queremos para Dourados e para o nosso estado passa, obrigatoriamente, pela saudável junção do setor primário com o setor industrial, o que em outras palavras significa agregação de valor a tudo aquilo que nossas terras férteis e a eficiência dos nossos produtores estão produzindo.

É preciso que toda tecnologia já acumulada nos nossos centros de pesquisa e a experiência do homem do campo sejam valorizadas com incentivos maiores à construção de cadeias produtivas que agreguem valor a nossa soja, ao nosso milho, à cana, ao boi, ao peixe e a tudo mais que nossa vocação nos permitir.

O futuro de Dourados e do Mato Grosso do Sul está no sucesso de efetivarmos nossas cadeias produtivas e na agregação de valor à nossa produção básica: industrialização. É isso que vai garantir que nossos jovens tenham mais empregos e empregos de qualidade, com melhores salários; que nossas Universidades expandam em pesquisa e na difusão do conhecimento e que o setor de comércio e de serviços, fundamentais como são, continuam crescendo sua participação no fortalecimento da nossa economia.

Como bem disse a nossa secretária Tereza Cristina, todo sucesso alcançado até aqui nos mostra que estamos no caminho certo, mas que ainda há muito que caminhar para chegar onde queremos.
 
* O autor é vereador pelo PSD em Dourados - MS