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Opinião

ARTIGO: É hora de combater o abuso e a exploração de crianças

16 de maio 2013 - 14h31 Por Madson Valente
ARTIGO: É hora de combater o abuso e a exploração de crianças

No sábado, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no entanto, nos meios sociais somos sabedores de tantas mazelas, de tantas explorações que nos leva a refletir sobre os absurdos, as práticas condenáveis e asquerosas que o homem impõe sobre aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade social ou determinam, através da cultura machista, a ideia paternalista que promovem danos psicológicos sem precedentes às vítimas de violência.

   Toda forma de exploração, do homem pelo homem, deve ser combatida. Não podemos permitir que os pactos do silêncio que são resquícios, inclusive da nossa cultura que ainda sente os efeitos ditatoriais e totalitários recentes em nossa sociedade onde “boca fechada não se entra mosquito”, traga sérios males a sociedade, pois nos omitimos a denunciar fatos graves que ocorrem em todas as classes sociais.

Como imaginar que uma criança possa também sofrer o absurdo da exploração sexual? O que nos leva a possuir, em nossas estatísticas, tão elevados índices de exploração? Modestamente, quero apenas contribuir com esta preocupação social, me sinto limitado a compreender mais este tipo de violência que nossas crianças e adolescentes sofrem no seu cotidiano, pois temos conhecimento que outros tipos de violências tais como; a doméstica, o trabalho infantil, negligência/abandono e a violência psicológica fazem parte da nossa realidade e nos envergonham diante do mundo.

   A O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) considera este tipo de violência como um dos graves problemas de saúde da atualidade, o que impulsiona a tomarmos atitudes de enfrentamento, primeiramente em relação às organizações criminosas que incentivam este tipo de crime, depois devemos construir políticas que fortaleça a instituição família, pois as desestruturações familiares fazem com que estas crianças fiquem mais suscetíveis ao abuso e exploração sexual.

   As estatísticas em Dourados aponta que os padrastos são responsáveis por 42% dos fatos registrados, 26% são usuários de drogas e as vítimas em 90% dos casos são do sexo feminino e estão entre a faixa etária  de três a seis anos como cita Augusto Pinto Junior em estudos apontados no  Perfil da violência em Dourados,

   Diante de tamanha afronta a dignidade e por considerar a perversidade desta violação dos Direitos Humanos devemos estar atentos as mudanças de comportamentos de nossas crianças, pois os fatores psicológicos são altamente influenciados, determinando para o isolamento, para a falta de rendimento escolar e para a melancolia, essas são características que devem ser observadas principalmente pelos educadores  que necessariamente recebem estas crianças todos os dias em nossas escolas públicas e particulares.

Tomara que um dia, conforme desejo do nosso imaginário, todas as nossas crianças possam usufruir do direito básico de suas vidas, que são os direitos a educação de qualidade, de saúde plena e principalmente que possam viver a oportunidade de ser crianças de fato, podendo brincar,  viver e criar fantasias e que os traumas proporcionados pelas desestruturações familiares e pelas mazelas sociais sejam definitivamente algo do passado.

 Este é nosso desafio e nossa responsabilidade.

* O autor é vereador, geógrafo, professor e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Dourados