Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
14°C
Opinião

ARTIGO: Uma data que passou em branco

22 de maio 2013 - 15h45 Por Redação Douranews
ARTIGO: Uma data que passou em branco

Russo nova Na vida é comum as pessoas quererem apagar uma história, porém por mais que faça ou deseja fazer isso, elas não conseguem, pois, por mais que o tempo passe, a data de um aniversário quer seja de uma pessoa ou de um empreendimento, bem ou mal, tem de ser comemorada ou no mínimo lembrada até como prova de reconhecimento.

Em Dourados, uma destas datas passou em branco, todavia, aqui não custa nada se lembrar dos 30 anos de vida da hoje RIT (Rede Internacional de Televisão), mas que outrora como TV Cidade Modelo na razão social e TV Caiuás na fantasia, foi um verdadeiro laboratório para muitos que ainda hoje estão aí desfrutando do sucesso, quer seja como jornalistas profissionais, quer seja como profissionais liberais ou no campo da política.

Nos 30 anos da outrora TV Caiuás que mandava ao ar a programação da Bandeirantes posteriormente do SBT, ambas de São Paulo, que viveu a época de laboratório tem por obrigação de agradecer o arrojo do empresário e político José Elias Moreira que trouxe para eles a oportunidade de crescerem na vida e a população douradense e também da região, uma extensa programação nacional e local, quebrando assim o monopólio da toda poderosa (até hoje é) TV Morena, que sempre trouxe para o ar a programação da não menos poderosa, Rede Globo de Televisão.

Se muitos destes profissionais que passaram pelo laboratório da TV Caiuás esqueceram o dia 20 de maio de 1.983, não custa nada aqui neste simples artigo lembrarmos de alguns nomes que passaram pelas câmeras e microfones da empresa que foi criada por José Elias Moreira para não só disputar audiência com a TV Morena, mas sim dar uma nova opção de entretenimento para a população da Grande Dourados.

Pelos estúdios e nas externas da cidade e da região passaram nomes que muitos deles fizeram da emissora o seu laboratório tanto na área jornalística como no campo administrativo, pessoas como Luis Rogério de Sá; Rubens Moreira Júnior; Márcia Cárreri (in memorian); Maria Goreti Dal Bosco; Arcênio Athas; Senen Monen Miro; Elizabeth Rocha Salomão; Marco Antonio Cunha; Fábio Dorta, hoje consagrado jornalista e diretor da RIT, mas que na época entrou como auxiliar de cinegrafista; Isabel Cristina Campagnolli; Paulo Sérgio Caiano, o “Paulo Portuga”; Laércio Bonifácio; José Ypojucan Ferreira; Lia Nogueira; Antonio Coca; Benê Cantelli; Lucas Miranda; José Guerreiro e Mauricio Nunes, ambos já falecidos; Alberi Venâncio; Antônio Carlos Ruiz; Salvador Ribeiro; Ione Ribeiro; Pedro Artur; Valfrido Silva; Antônio Néres da Silva; Antônio César Cordeiro entre outros. Todos, sem exceção que passaram pela extinta TV Caiuás deixaram e ajudaram a construir a história da hoje RIT, todavia, não custava nada lembrarmos com que na segunda-feira última, esta linda história comemorou sozinha e sem nenhuma velinha, os seus 30 anos de existência.

Também vale lembrar que para época, havia programas locais que brigavam de igual para igual com a grade da TV Morena, como o “Jornal do Campo” que era apresentado por Salvador Ribeiro; Programa “Gente” que teve no comando Beth Salomão, depois Ione Ribeiro; “MS Urgente” com a apresentação do mineiro Luiz Rogério de Sá; “Jornal do Estado” que tinha em sua condução o hoje deputado federal Marçal Filho e o representante do Ministério Público Estadual, Pedro Arthur; o programa “Canto Sertanejo” que era apresentado por Maurício Nunes; José Guerreiro e a grande comunicadora e hoje aposentada Laura Márcia; o “Rodeio Criolo” com Alberi Venâncio e seu grupo de fandango e claro, o programa esportivo “Esporte Total” na apresentação de Antônio Carlos Ruiz, o “Tonhão” e Antônio Néres, além de outros programas que fogem da memória da gente, pois afinal de contas, isso minha gente, foi há 30 anos.

Como se vê, esta história não tem como apagá-la por mais que se tentem, pois ela foi construída à custa de muita dedicação, garra, sonhos destas pessoas acima citadas e de outras também que aqui não tiveram seus nomes lembrados, daí, entender que a hoje atual administração da RIT por mais que seja declinada para uma ampla programação evangélica comandada quase que em sua totalidade pelo seu fundador, o bispo R.R Soares, deveria sim, comemorar mesmo a pão com mortadela e suco de groselha e com muita alegria, esta data que pode não ser importante para eles ou para muitos da emissora, mas que é sem duvida alguma, foi e é muito importante para a história da nossa cidade, se é...Depois desta, parei e fui, mas volto, se volto...!

* O autor é jornalista e integrante do Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados