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OPINIÃO: Eu tinha cinco anos!

25 de junho 2013 - 22h49 Por Wellington Márcio de Lima
OPINIÃO: Eu tinha cinco anos!

Tinha cinco anos, quando acompanhei na televisão, pela rede Globo de televisão, as manifestações que tomavam as ruas do Brasil. Os caras pintadas! Não como “índios”, mas como “brasileiros” que manipulados por uma massa política corrupta, mas astuta, saiam nas vielas brasileiras pedindo “fora Collor”.

Me lembro, como se fosse hoje,  ainda sinto o cheiro do ovo frito e da tainha seca, grudado no meu nariz. Ah se lembro. Toda tarde era assim, brasileiro, os maiores consumidores de ovos e peixes. A  economia era pujante, moeda estável, poupanças nas mãos do  Fernando (não o “Fernandinho”, mas quase).

A cultura norte americana já estava aqui, e pegou, logo se ouvia nas ruas os caras pintadas e os comedores de ovos e tainhas gritando e pedindo o impeachment do Fernandinho. Fernandinho teve que sair. Senti pena daquele pobre político, que obstinado abriu a economia brasileira. Será?

Saiu Collor, entrou Itamar Franco, o FHC já estava lá. Sociólogo, professor nos E.U.A e com profundo conhecimento da realidade brasileira, criou a Unidade Real de Valor (URV) e posteriormente o real. Itamar saiu, entrou FHC, mudou o país, o brasileiro agora comia carne, a indústria da pesca da tainha foi até abalada, os ovos não, agora brasileiro podia comer pão de padaria, imaginem só.

Saiu FHC após dez anos de transformação, dez anos de trabalho dedicado ao povo brasileiro... Quase um salvador, quase um Deus, quase um pai (risos). Quando foi embora o quase Deus, assumiu o pai dos pobres, continuou com as bolsas e o negócio pegou. Contudo o Lulinha não compreendia como seus homens podiam participar de esquemas corruptos, já que seu governo era para o povo, para a nação, para o pobre.

Lulinha negou, disse que não, afirmou que jamais iria mentir para o povo, e o povo, ah o povo, aceitou. Criou-se mais bolsas, as bolsas se multiplicaram e a fome e a pobreza desapareceram do país emergente. Contudo o “senhor bolsa” não poderia mais governar e repassou a bolsa para a Dilma, e o povo vendo a bolsa ficou seguro. Mulher, mãe, vó. Esposa? Bem isso não sei. Assumiu a presidência do país. Mestra em designer de bolsas, dona Dilma fez mais pelos brasileiros, foi além, trouxe a copa para o país, para o país do futebol. Os brasileiros ficaram felizes, ainda me lembro da disputa das capitais para sediar a copa. O povo na rua votando, gritando feliz, e olha que esse povo esqueceu até que era dia da aula, faltou à escola e foi gritar em frente aos hospitais em favor a copa.

Hoje o povo sai a rua em favor do ovo frito e da tainha seca, e Fernando Collor de Melo em sua cadeira, lá no senado federal, assiste como gourmet do Brasil. Parabéns, brasileiros.

* O autor é jornalista