Quando falo que Dourados é uma cidade atípica, com muitas pessoas sem identidade por ela e aonde em muitos casos que acontecem na cidade, é “banana comendo macaco”, muitas pessoas ignoram o meu ponto de vista, todavia, vou levando a frente o que penso e falando aquilo que acredito que é bom ou principalmente ruim para o desenvolvimento dela em todas as áreas, em especial do futuro do futebol quer seja nas categorias amadoras ou no profissional, pois é aqui que vivo.
Hoje pela manhã, pasmem, deparei-me com uma manchete na capa e na página de “esporte” do jornal O Progresso (sempre ele) onde o editor dizia “Torcida do Sete deve se unir com rival para evitar brigas nos estádios”.
Esta iniciativa segundo a matéria é do grupo ligado a “Máfia Independente” a mais antiga torcida do 7 de Dourados, clube douradense que está na 1ª divisão do futebol profissional.
Na matéria, os integrantes da “Máfia” inclusive cita que haverá também a participação das demais organizadas do clube, que seriam a “Super 7” e a “Pavilhão 7” para se juntar a “Garra Operariana” de Campo Grande, que estará no estádio Frédis Saldivar, o “Douradão” para torcer para a equipe da capital que precisa vencer por mais de dois gols o Ubiratan da cidade deles, que é Dourados, para ir a final do Campeonato Estadual da série B deste ano, consequentemente conquistar uma vaga para a série A do ano que vem, contra o Costa Rica da cidade do mesmo nome.
Com relação à matéria, primeiro, as organizadas do 7 de Dourados tem que entender que o clube nunca foi “rival” do Operário da Capital, enquanto o Ubiratan sim, e isso é histórico, faz parte da história do futebol sul-mato-grossense, inclusive com os dois clubes fazendo três semifinais e uma grande final em 88 quando o “Galo” levou a melhor sobre o “Leão da Fronteira” ao vencer no “Morenão” por um a zero o confronto.
Outro referencia a fazer as organizadas douradenses diz respeito ao próprio 7 de Dourados quando por dois anos tive o prazer de ser assessor de imprensa do presidente do clube e meu amigo Benjamim Barbosa.
Na época quando o 7 jogava em Dourados, fazia texto convocando todos os torcedores, quer seja do Operário Atlético Clube, do próprio Ubiratan, do União Nova Dourados, do então Inter Flórida entre outras equipes, que comparecessem no “Douradão” para torcer pela equipe douradense e jamais para os adversários.
Aliás, com o próprio 7 de Dourados aconteceu de muitos que iam ao estádio para torcer contra a equipe douradense, inclusive ex-jogadores, dirigentes de futebol entre outros cornetas que a bem da verdade, são pessoas frustradas e que só sabem fazer uma coisa, jogar contra o futebol profissional, jogar contra a cidade, ou seja, são uns verdadeiros seca pimenteiras.
Com relação à violência nos estádios, é sabido que no “Morenão” quando o Ubiratan venceu por 3 a 1 o Operário no jogo de ida, violenta foi à torcida operariana que agrediu alguns torcedores de Dourados, tanto é que o clube foi punido pelo TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) de Mato Grosso do Sul, com perda de alguns mandos de jogos e multa em dinheiro.
Nas entre linhas está escrito na mesma matéria que “Máfia Independente e Garra Operariana” estão próximas de se tornarem parceiras, mas parceiras em que mesmo !? Já imaginaram a torcida do Palmeiras se juntar com a do Corinthians !”?.
Independente disso (mera redundância) espero que não só a “Máfia” e as demais organizadas do 7 de Dourados vá ao estádio torcer contra o Ubiratan neste domingo contra o arquirrival Operário da Capital, mas espero que todos aqueles que onde quer que esteja estão sempre torcendo contra o futebol douradense, em especial contra o “Leão da Fronteira”, que quer queira ou não, tem história no futebol quer seja no amador de outrora junto com o Operário douradense, quer seja no profissional vá ao estádio.
Vale lembrar aqui que o clube da Cabeceira Alegre nesta competição está invicto e é o único do interior do MS que possui três títulos, um deles de forma invicta. “Eu vou ao estádio domingo, mas vou torcer pelo Ubiratan, jamais torcer para o time da capital” disse Giovanni Marques, presidente do Operário de Dourados, como bom exemplo e amor a cidade que o acolheu e que em um dos que torcem pelo fortalecimento do futebol profissional.
Portanto, aqui torço para que as organizadas do 7 de Dourados entre outros que não gostam do “Leão da Fronteira” se alie mesmo a “Garra Operariana” e torçam mesmo contra o mais tradicional clube douradense, que tem camisa nos seus 66 anos de história, mas que vá ao estádio neste domingo, o resto é como disse, é banana comendo macaco ! Parei e fui, mas volto!
* O autor é jornalista e integrante do SINJORGRAN (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados)