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Opinião

“...O que restou do futebol em 2013...!”

29 de dezembro 2013 - 14h47 Por Waldemar Gonçalves - Russo
“...O que restou do futebol em 2013...!”

         “Esperança”. Esta é a lavra certa para o futuro do futebol tanto amador como profissional da segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul à partir do próximo ano que mansamente vem chegando.

         Mais uma vez em tempos de transição, acredito que muitas coisas deverão ser realizadas para melhorar o nível deste esporte tão importante para uma sociedade carente de bons jogos, quer seja no amador como no profissional.

         Neste 2013 que aos poucos está morrendo, salvo o esforço de alguns, o esporte coletivo amador superou mais uma vez de longe o profissional, mas a “esperança”  novamente volta a ser a palavra-chave para que Dourados possa estar dentro do lugar de destaque que acredito já passou da hora de merecer.

         O futebol profissional por meio do 7 de Dourados, nas mãos do empresário Benjamim Barbosa, teve uma cavalgada lenta e de falsa impressão, onde todos os torcedores do clube sonhavam com um grande plantel, e tal esperança morreu a caminho de cada rodada do Estadual da série “A” do futebol profissional, mais uma vez pela falta de um planejamento.

         A bem da verdade, o que se viu no 7 de Dourados foram três anos de pura ilusão, com os planteis caríssimos montados pela diretoria não passando da intermediaria das fases de classificação e morreram no meio do caminho, trazendo assim muita decepção para não só os seus torcedores, mas sim para os douradenses que compareceram nos jogos das equipes e para parte dos profissionais da imprensa que sonham em ver o futebol crescer não só à nível de MS, mas de Brasil.

Pelo lado do “todo poderoso e histórico” Ubiratan, os torcedores do “Leão da Fronteira” voltaram a sorrir depois de mais de dez anos afastados do estádio, ao verem a conquista do título da série “B” e a volta a elite da série “A”, de onde jamais teria de ter saído.

Nesta mesma série “A” vale ressaltar os esforços concentrados pelos integrantes da equipe amadora do Inter Flórida, que na pessoal de Jânio Miguel, se aliou ao União de Campo Grande e guardada dentro das suas condições financeiras e suportes logísticos, não fez feio na competição, pois no meu modo de pensar, contribuíram e muito para o fortalecimento do futebol profissional.   

         Ao chegar 2014, a “esperança” surge novamente na vida do torcedor douradense, pois agora além do 7 de Dourados, haverá a volta do Ubiratan na série “A” e torçamos agora para uma destas equipes como nos velhos tempos cheguem no mínimo entre os quatro do Estado, embora seja muito pouco se tratando ser Dourados a segunda maior cidade sul-mato-grossense e ter uma das praças esportivas mais linda da região do Centro-Oeste brasileiro.

         Quanto ao OAC (Operário Atlético Clube) do presidente Giovanni Marques e do sempre lutador Nelson Assunção, o “Jabá”, a equipe obreira viu o seu bem maior sucumbir por falta de apoio, com o fechamento da sua escolinha social.

Aliás, para uma grande maioria do empresariado douradense, estes são daqueles que acham que investir em crianças é prejuízo, coisa que entendo ser ao contrário, pois investir nelas hoje com certeza é formar verdadeiros cidadão no futuro, pois além de colocá-las para correr atrás da bola, com certeza estará longe do submundo do crime, em especial dos caminhos das drogas.

Neste aspecto, o OAC do presidente Giovanni Marques e do Nelson Assunção, o “Jabá” que participou de competições das categorias de bases que foram realizadas no estádio da LEDA, tiveram que assistir a pior derrotas fora do campo, que foi o fechamento da sua escolinha que atendia em média 80 ou mais crianças, muitas delas das aldeias Bororó e do Jaguapirú.

Vale lembrar que além do OAC, o 7 e o Ubiratan e a própria prefeitura por meio da FUNED (Fundação de Esporte de Dourados)  investem também com muito sacrifício na área social com suas categorias de bases, onde as crianças e os adolescentes que fase parte delas, em sua maioria oriundas de famílias de baixa renda e que residem nas periferias da cidade, com alto risco de entrarem para o submundo do crime.      

         Com relação ao futebol amador, é bom que se diga que transcorreu tudo bem em 2013 e que a promessa é a de manter o mesmo nível em termos de competições no próximo ano, com o estádio Napoleão Francisco de Souza, a LEDA, vindo a receber grande público que adora e prestigia as equipes que fazem parte da liga.

         HORA DA MUDANÇA

         No futebol profissional, entendo que primeiramente deve existir respeito com o dinheiro do torcedor, formar um grande time custa caro e todos são cientes disso, mas se o 7 de Dourados e o Ubiratan trabalhar e formar um bom plantel, sem dúvida e haverá o retorno dos torcedores ao “Douradão”, mas para isso é necessário renovar, principalmente a cabeça dos dirigentes, e eles se conscientizarem  de uma coisa: Jogador de terceira divisão paulista, se fossem bom estaria no mínimo na segunda de lá, que é mais forte que a 1ª divisão daqui, enfim, não estaria pulando de galho em galho em busca de clubes pra essas bandas do MS.

         Dourados é a típica cidade que acolhe este tipo de refugo, de técnicos malandros, enfim, de “profissionais” que não tem nenhum compromisso com a cidade, e é por isso que está na hora da mudança e que seja agora em 2014.

         A “esperança” tem nome em 2014, sendo ele 7 de Dourados e Ubiratan e já tem torcedor ávido para chegar o dia 19 de janeiro e sonhando com uma grande equipe para torcer; para chegar a final e conquistar o titulo máximo da competição que fá uma das duas vagas para a Copa do Brasil e da série “D” do brasileiro, pois o que sobrou deste 2013 foi muito pouco para uma cidade tão importante como esta na qual nos recebeu de braços abertos para que pudéssemos trabalhar, constituir famílias, viver  dignamente digamos assim.

         Finalizando, o esporte tanto amador como profissional, em especial o futebol de campo, tem tudo para emplacar no próximo ano, pois o que sobre deste 2013 no profissionalismo em que pese dos esforços dos dirigentes do 7 de Dourados, União/Inter Flórida e até mesmo do Ubiratan que ainda conquistou o titulo da série “B” foi muito pouco, sofrido, decepcionante para muitos dos seus respectivos torcedores, mas o ano que se vai lentamente poderá servir de estágio muito bom para o futuro da cidade para que ela seja finalmente considerada a Capital do Esporte Sul-mato-grossense, mas para isso é preciso moralizar, conquistar e lutar e muito, não é pouco não, pois o que tem de gente que aqui dentro mesmo da cidade joga contra não está no gibi...! Que o futuro seja de conquista de todos, povo e desportistas, Feliz 2014 minha gente. Parei e fui, mas volto, se volto...!

 

  • Waldemar Gonçalves, o Russo é jornalista e integrante do SINJORGRAN (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados).