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OPINIÃO: Dourados é uma terra de prosperidade e de todos os sotaques

10 de março 2014 - 12h37 Por Madson Valente
OPINIÃO: Dourados é uma terra de prosperidade e de todos os sotaques

Recentemente nossa cidade foi capa de uma das mais conceituadas e tradicionais revistas de nosso país, a revista Veja, que divulgou aquilo que já sabíamos enquanto douradenses, que nossa cidade é com certeza uma das melhores opções deste Brasil para se viver, pois acolhe a todos gerando oportunidades de trabalho de forma constante.

Na verdade os críticos de plantão devem estar questionando que; empregos com salários acima de cinco mil reais são para uma minoria e, por isso, exclui a maioria sem qualificação profissional.

Porém, Dourados é uma terra de oportunidades para todos, visto que são quatro empresas em média abertas diariamente e que absorvem esta mão de obra que consideramos desqualificadas.

Então como compreender tamanho potencial de desenvolvimento? A quem devemos atribuir este mérito? Entendo que vários fatores contribuíram, porém, destaco a miscigenação como a maior responsável pelo tamanho sucesso, um encontro de vários sotaques com sentimentos comuns de terem encontrado em nossa Dourados a grande oportunidade de suas vidas, onde o sonho da prosperidade começou ser materializado no contato com a terra vermelha e fértil, na riqueza do Rio Dourado e na biodiversidade de suas matas, para citar alguns exemplos.

Entre as 10 cidades apontadas pela Revista Veja, Dourados é a cidade mais nova, a maioria das cidades são seculares e estão ancoradas principalmente nas jazidas de ferro e manganês, nas bacias petrolíferas e na construção de hidrelétrica, enquanto Dourados se protagoniza no cenário nacional por ter atividades em franco desenvolvimento em todos os campos da economia, se destacando como polo universitário,por ser referência em serviços de saúde e por reger 38 municípios, fazendo com que  oitocentas mil  pessoas tenham nossa cidade como referencial em seus cotidianos, contribuindo para o fortalecimento de nosso comércio e do setor de prestação de serviços, sem falar ainda da franca expansão do setor sucroalcooleiro.

Ainda podemos destacar a grande contribuição da agricultura, da pecuária de corte, da nossa bacia leiteira e das nossas agroindústrias. Vejam que são estas múltiplas atividades que nos coloca nesta situação privilegiada de crescimento econômico, estamos sustentados em vários campos da economia, que nos proporciona equilíbrio diante das ameaças que os setores produtivos convivem diariamente, ou seja, na hora que determinada atividade está mal, existem outras para nos amparar, aí está o nosso maior diferencial quando se compara com as demais cidades apontadas na pesquisa da Revista Veja, pois as mesmas não possuem estas amplas possibilidades de sustentação.

Desta forma devemos reconhecer que tamanha vocação para o desenvolvimento só foi possível quando os povos que para cá vieram, foram motivados pelo desejo da prosperidade, onde mineiros, paulistas, nordestinos, gaúchos, japoneses, italianos e paraguaios compreenderam que somente uma mistura de conhecimentos e de valores culturais poderiam fazer com que Dourados se tornasse um grande celeiro de produção, entretanto, deveria prevalecer o respeito entre os povos como fatores norteadores, pois todos que aqui chegavam estavam imbuídos da vontade de estabelecer neste chão, por meio de suas fortes raízes, o sentido de suas vidas.

No ‘Uai’ do mineiro encontramos habilidades para o gado leiteiro, no ‘tchê’ do gaúcho encontramos a experiência para agricultura, no ‘oxente’ do baiano encontramos a lida com a cana-de-açúcar, nos orientais e europeus a vocação para o empreendedorismo, enfim, todos os povos trouxeram de suas origens conhecimentos que foram fundamentais para fazerem de Dourados esta terra tão surpreendente e admirada por todo o Brasil, simplesmente extraordinária, que faz com que todos nós reconheçamos e expressamos nossa profunda gratidão a todos que pra cá migraram e contribuíram para tão elevado status de reconhecimento econômico e social.

* O autor é vereador, geógrafo, professor e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Dourados