Depois não adianta reclamar. A data base para dar um ponta pé no traseiro dos “forasteiros” é 5 de outubro, dia dos mais de cem mil douradenses irem às urnas hipotecar seu voto de confiança, uma procuração em branco, naqueles que esperam ser seus representantes no executivo e no legislativo.
Não perca tempo ouvindo ladainhas com projetos futuros e coisa e tal. Não abra sua casa para os profissionais que usam e abusam da força do dinheiro para arrebanhar um exército de gente cooptadas para falar de “peças” não gratas que aparecem de quatro em quatro ano com a maior cara de pau do planeta implorando por mais uma chance.
Eleitor que se deixar levar por conversas sem nexo como a que estão ai a espreita é o primeiro a receber vencimento, eleger o dito ou dita cuja e decepcionado questionar que foi passado para trás mais uma vez, muitos deles, ficam com o lombo coçando esperando por um período como este.
Não perca seu tempo votando em quem não tem serviço coletivo e principalmente em candidatos sem endereço fixo no Município de Dourados há pelo menos seis meses.
Se com os daqui é difícil, imagina esperar de quem não convive com a realidade local. Desses, pelo menos desse segmento deveriam olhar no espelho e ter mínimo de decência e vergonha. O que me deixa ainda estarrecido é saber que inúmeras campanhas são levantadas contra estes picaretas que sem pudor abusam da situação difícil de alguns para se beneficiar e principalmente se armar com o poder na mão para continuar enganando o povo.
Também, é bem verdade, essas ‘carniças’ só têm forças por que profissionais como são sabem perfeitamente como calar a boca da maioria com uma bala doce da falácia, produção paga e uma bela retórica.
Período eleitoral como agora parece que a febre se fortalece e o assunto que predomina nas rodinhas – a rádio-peão – eleva o tom da prosa em todos os quadrantes do Município. Conheça primeiramente quem é o candidato, o que ele faz, como é em família e na sociedade, grau de mentira e sobretudo qual comprometimento com as causas da coletividade.
Depois de depositar o voto que vale muito na urna aí não tem para onde socorrer a não ser elevar os olhos para os céus e pedir perdão ao Pai pela bobeira que fez em vinte segundos que vai custar caríssimo em quatro anos. Nada contra os trabalhadores que são recrutados e pagos pelo preço do próprio suor que aproveitam esse tempo para tirar um caraminguá a mais, não faz mal para ninguém.
Nojento vem depois. Tenha compromisso com nossa cidade e nossa gente. Pelo menos apostando em gente daqui, corre-se o risco de menos dor de cabeça, pelo menos, dá para desabafar olhando na rosto do cidadão e de seus familiares.
Com os daqui as coisas fluem devagar quase parando, pensa em quem tem domicilio em outra cidade. Pensa comigo: há quatro anos quantos grupos foram beneficiados com os eleitores douradenses e hoje, quantos benefícios podem ser apontados com interferência diretas dos eleitos? Esta é a reflexão a ser feita pelo eleitor, e via de regra, pela comunidade num todo!
Cuidado! Quando a promessa for demais desconfie do santo, esta verdade numa esteve tão em evidencia como no tempo de eleições como agora. A fatia local é altamente promissora com mais de cem mil votos bons. Outro detalhe: não vote em branco e não anule seu voto. Quem assim procede está prestigiando a classe irresponsável e voraz pelo poder a qualquer custo. Portanto, não jogue fora a chance de mandar esse bando de oportunistas às favas!
Seja mais Dourados! Até por uma questão de educação, ouça a ladainha dessa gente, mas na urna...
* O autor é jornalista