Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
17°C
Opinião

OPINIÃO: O político, a propaganda enganosa e as redes sociais

06 de setembro 2014 - 14h32 Por José Alberto Vasconcellos
OPINIÃO: O político, a propaganda enganosa e as redes sociais

               Os movimentos sociais tinham, até pouco tempo, lideres conhecidos e identificados; muitos deles responderam pelas opiniões que externaram. Com a chegada das “Redes Sociais” e com a generosa expansão da Internet, feneceu o interesse em apurar-se quem plantou a notícia ou a informação, dada a meteórica irradiação delas com inusitado vigor e a conseqüente inocuidade de qualquer tentativa de retratação. Ademais, as ações sociais praticadas pelas redes e pela Internet objetivam, no fundo, tão só melhorar o País e valorizar a cidadania. As ações sociais praticadas nas “Redes” ou difundidas na “Internet”, universalizoam a responsabilidade, hoje a informação não têm mais donos.

                     O usuário do sistema é líder de si mesmo, sua ação é individual quando posta matéria na Rede Social ou difunde na Internet.  Cada cidadão livre sente-se líder, divulga o que pensa, sem nenhum receio de responder por reparação. O manifesto é tranqüilo, mesmo quando produzido contra políticos de alto coturno ou tidos como “monstros sagrados”, que habitam áreas privilegiadas do zoológico político nacional.

                   A realidade e o alcance das notícias relacionadas aos acontecimentos contemporâneos, difundidas através das Redes Sociais e da Internet, são incontestáveis. A mudança despertou (fez acordar) os políticos da confortável inércia em que se encontravam. O sistema descortinou e contabilizou para a Nação e mais especialmente para os eleitores, o rombo que a demagogia tradicional produziu e produz ao País. Perdido o bonde da história, os políticos agora acuados, tentam reagir acossados pela rapidez das informações e pelas simultâneas conseqüências, quando se desvendam mentiras e ameaçam esvaziar contas bancárias, abastecidas pela corrupção.

                   As Redes Sociais e a Internet não possuem barreiras, e tampouco impõem limites para a criatividade de cada um: a livre  manifestação da opinião. No conjunto e na coerência dessas manifestações populares, abre-se o caminho que pode, finalmente, libertar os cidadãos das amarras de um sistema envelhecido e desacreditado. A conseqüência natural nesses novos tempos, é fazer com que o País alcance o desenvolvimento que todos desejam.

                   A opinião pública é exposta e assimilada em tempo real. Ela cobra, a cada momento – do hoje e do agora – mudanças que vão da melhoria imediata na saúde, na educação, na segurança e o fim da corrupção que drena os recursos públicos, enquanto a carga tributária, irracional e cruel, multiplica-se a cada dia.

                   Com um sistema moderno e avançado nas comunicações, do qual participam até os celulares, não se pode mais falar em “massa humana ignorante” ou pretender-se glorificar um apedeuta como o “pai-da-pátria”.  

                     É possível, contudo, reconhecer uma “massa interesseira”: aquela que se beneficia do trabalho alheio, alimentada com os impostos recolhidos. São os beneficiários dos programas sociais, instituídos e mantidos pelo governo esquerdista, com indisfarçável interesse eleitoreiro. As tais “Bolsas” abrangem o maior número de pessoas – NECESSITADAS OU NÃO – a única exigência é que tenham o título de eleitor!

                   Com tudo que se vê hoje nas Redes Sociais, na Internet, nos Celulares e nas TV´s, é impossível alguém ignorar o que acontece no País, mas, principalmente, acontecimentos deprimentes, com ações nefastas praticadas por bandidos impunes ou por considerável parte de políticos, inteiramente dissociados dos interesses da Nação. Alguns desses políticos estão lá, por sua irresponsável escolha.  

                   Com insofismável clareza, as “Redes Sociais” mostram políticos arranchados no poder há trinta anos ou mais, mentindo em busca da reeleição. Mentem com descaramento, dizendo que vão “priorizar a segurança pública!” —Digam antes, o que fizeram nesses trinta anos?

                     Lembram agora da segurança pública, da saúde, da educação e de tudo o mais que o povo precisa, mas dessas prioridades “não tiveram tempo” de cuidar, durante todo o período de tempo do mandato, que se expira.

                     Em tempos de eleições, os políticos desdobram-se em promessas, temendo de perder a teta da função pública, enquanto que das Redes & Cias. fluem verdades que desmascaram hipócritas e dão nomes aos calhordas corruptos, insensíveis aos problemas do povo que governam.  

                     Será que ainda conseguem enganar quem tem olhos e ouvidos?

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras, e produziu o artigo com com assessoria da advogada Catharina Vasconcellos. [email protected]