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Opinião

ARTIGO: O que esperar do futuro cenário político?

22 de novembro 2014 - 14h23 Por Silva Junior
ARTIGO: O que esperar do futuro cenário político?

silva junior Nem bem passaram as eleitorais deste ano, os grupos já começam a se organizar visando o próximo pleito. Certamente uma indagação perpassa pela cabeça de muitos: se as eleições fossem hoje, qual seria o cenário político de Dourados?  Analisando o momento atual, continuamos percebendo que nossos lideres não conseguiram ainda, por falta de personalidade politica, aglutinar num partido forte e sustentador de uma classe, onde a figura ímpar de um dos candidatos se tornasse um líder gerenciador de uma vocação politica, como acontece em muitas outras cidades. Atualmente o município é administrado pelo PSB, que por ser governo, naturalmente deve lançar candidatura na majoritária para prefeito.

Outra sigla, o PMDB há muito quer retornar ao posto em que outrora se fez valer como um grande partido na cidade e região.  Por sua vez, o PSDB acaba de chegar ao Parque dos Poderes e o novo governo já acenou dizendo que não abre mão de candidatura própria no cenário douradense. Nesse ensaio, já deu carta branca para sua equipe se organizar, reforçar e escolher nomes para a sucessão municipal. Nesse contexto, vemos três partidos fortíssimos olhando de cima para baixo, na espreita de conquistar a simpatia de outros grupos políticos menores.

Ainda nesse mesmo diapasão, não podemos deixar de lado e não admitir a importância do DEM, PT e do PDT. À exceção do DEM e o PSDB, os outros partidos tiveram o privilegio de assinar pelo governo douradense.  Lá se vão os tempos em que outros partidos eram fortes e vencedores, mas que deixaram de ter o poder e influência como dantes. Três grupos encabeçados pelo PSB, PMDB e PSDB seriam as opções fortíssimas, ao tempo que vão se alinhavar claramente com PT, DEM e PDT, que também poderiam, ainda que em remota possibilidade, sentar à mesa e liderar a majoritária, dado novo colorido e equilíbrio ao estado atualmente apresentado.

O DEM, por exemplo, via Zé Teixeira, ombreou a candidatura do governo eleito, liderado por um jovem visionário campo-grandense, que se encaixar sua filosofia administrativa, pode marcar de vez e preencher uma lacuna existente nesse campo minado da politica sul-mato-grossense. Por conta dessa parceria Reinaldo Azambuja não dificultaria, pelo contrário, seria o primeiro a deixar o parlamentar democrata bem a vontade e com caminho aberto rumo governar Dourados. Zé Teixeira reside no município há meio século e vai para seis eleições consecutivas como deputado estadual pelo mesmo partido PFL/DEM e usando o mesmo número vinte e cinco, um dois um.

Não podemos esquecer de elencar os partidos considerados de menor expressão, mas com assento na Câmara Municipal de Vereadores, como o PSDC, PRB, PSD, PTC, PP, PSC, PV, PTB, dentre outros. Nesse angu sem caroço uma coisa é certa e boa para a movimentação política da cidade e região, pela influência que Dourados tem sobre as demais, principalmente as circunvizinhas e também as que compõe o Cone Sul de nosso Estado. Assim sendo, poderiam ser inúmeras as alternativas. Aquele que apresentar mais qualidade no tempero, seguramente leva preferência do eleitorado.  Saindo do campo das hipóteses, essa variedade e diversidade são bem vindas para o fortalecimento da democracia, num sistema saudável de disputa em que abre precedentes para que, em tese, se promova uma disputa mais igualitária.

Disputas acirradas alavancam a esperança para um patamar mais elevado, com propostas reais, simples, mas que possam ser executadas para o bem da coletividade. Seria de bom grado, se em cada eleição, os vencedores pudessem descer do pedestal da mentira, egocentrismo, corrupção e da hipocrisia em que a maioria se sente, supondo estar acima do bem e do mal quando alça ao poder. "Se quiser por a prova o caráter de um homem, dê-lhe poder." A frase foi dita por Abraham Lincoln (16º presidente americano) e até hoje é mais verdadeira que nunca.

Com esse crescimento gigantesco pelo qual passa Dourados não dá para menosprezar de maneira alguma a força popular quando nos referimos a desejadas mudanças estruturais, nessa ciência, que denominamos de Política, e melhor, quando essa Política seja eivada de sentimento estritamente democrático. 

* O autor é Jornalista - [email protected]