Faltando pouco mais de um ano para terminar seu mandato, Dourados não tinha, agora tem!
Até parece que foi ontem, mas ano que vem tem eleições novamente para troca de prefeitos e vereadores, a partir de primeiro de janeiro de dois mil e dezessete. Como passa rápido! Brasil passa por aperto medonho, tanto econômico quanto politicamente. Vexame e mais vexame toma conta dos noticiários nos últimos tempos. Porém, não existem motivos para alarmes, até porque muitos acontecimentos prometem ainda vir a lume.
Recentemente quando uma marolinha passou pela Europa e os Estados Unidos, o então presidente Lula afirmou que os brasileiros não precisavam se preocupar, pois o aperto viria por aqui, mas não causaria desequilíbrio. Lá sim, passou uma marolinha, mas como o nobre teria que eleger sua sucessora, escondeu, naquele momento em rede nacional, o tsunami que aí se avizinhava.
A realidade vivida pela nação é duríssima e sem perspectivas de melhoras pelo menos a curto prazo, portanto, muita cautela, muita paciência e busca divina sem cessar.
Momento não é de acreditar em previsões humanas que falham e sim num Deus que não falha. Nesse contexto do campo político aperta-se o cerco aos administradores relaxados, que acreditavam no acaso para superar suas decisões irresponsáveis.
Esses estavam e estão com os dias contados. A mudança trazida pela tecnologia auxiliou o povo a não acreditar em retóricas. Nessa esfera (política), nunca houve mar de rosas, a impunidade era a arma usada por grupos irresponsáveis ao ter nas mãos a chave do poder e dos cofres públicos para benefício próprio. Mesmo com a LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal em vigor, não era levada a sério.
Tempo passou e a quebradeira chegou aos municípios medianos onde os favores eram barganhados por outros interesses, em detrimento a melhorias para beneficiar a própria comunidade. O ditado popular: "quando o milagre é demais o santo desconfia", não ganhou guarida e diversos programas eleitoreiros facílimos acabaram explodindo nas costas de todos os cidadãos.
Estudos apontam que as dificuldades econômicas tendem a aumentar ainda mais a partir do ano que vem, com o fim dos vales e bolsas bem como o término de inúmeros seguros desempregos. Em todo o País é alarmante o número de profissionais demitidos nesses últimos meses.
Dourados nunca tinha...
Agora tem... Esse é o slogan da atual administração em Dourados/MS, sob a batuta do engenheiro civil Murilo Zauith. Paulistano que aportou ao município em décadas passadas. Aqui foi secretário municipal, deputado estadual, deputado federal, vice-governador e quase senador da República. Empreendedor, quis dividir com o povo da cidade que lhe acolheu o mesmo sucesso alcançado na vida privada. Foi persistente. Se elegeu prefeito para completar uma mandato extemporâneo, o primeiro na história de Dourados juntamente com a companheira Dinaci Ranzi para em seguida azeitar caminho para um mandato de mais quatro anos agora tendo o contabilista Odilon Azambuja ocupando a cadeira de vice. No primeiro governo a vice era do PT enquanto este em curso é do PMDB. Mas uma coisa causa intriga: quem ele ungirá para seu sucessor ano que vem?
De duas uma, ou não gostou da experiência de prefeito ou não quer apontar um nome dentre tantas opções do seu rol de amizade para o posto. Faltando pouco mais de quatorze meses para deixar o cargo, do seu jeito vai deixando sua marca em obras de grande impacto, como as vias que cortam a cidade, organização fundiária, infraestrutura em asfalto em bairros periféricos. A cidade está com aspecto bonito para quem chega e para quem sai.
Faltando pouco mais de um ano para terminar seu mandato, Dourados não tinha agora tem! Menos um nome definido para ocupar a cadeira do atual mandatário do emblemático e ao mesmo tempo problemático segundo colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul.
Dourados não tinha agora tem. Melhorou muito e dentro do orçamento apertadíssimo o alcaide com descendência da terra do kibe cru e arroz com lentilha tem honrado o pagamento dos servidores, além de precatórios e outros. Houve falha? Sim, inúmeras, mas a decência administrava imperou e segundo consta, apesar do aperto financeiro, outras novidades serão anunciadas. Bom para todos. Especulações correm a solta e a rádio peão aponta vários pretendentes. De qual secretaria virá? Eis a questão. As apostas estão abertas: será que vem da Câmara de Vereadores, Guarda Municipal, Educação, Procuradoria, Fazenda, Serviços Urbanos, Saúde...??? O tempo dirá!
* O autor é Jornalista e Radialista. [email protected]