Algo tem que ser feito com urgência antes que mais vidas sejam ceifadas na saída do Porto Cambira
Vou recorrer mais uma vez e se preciso for até as últimas instâncias para sensibilizar as autoridades sobre o perigo eminente diário ao cruzar pelo trevo do DOF, rodovia que demanda a Ponta Porã (se 163 ou 463 pouco importa), o fato é que Município, Estado e União não podem cruzar os braços e as pessoas principalmente crianças e idosos ficarem a mercê da sorte no sentido centro/bairro e vice e versa.
Dezenas de vidas ceifadas, dezenas de pessoas machucadas, por acidentes provocados pelo enorme fluxo de veículos e gente cruzando naquele local. Outro dia presenciei uma cena de arrepiar. Três meninas entre 7 e 10 anos de idade, duas inclusive engarupadas na mesma bicicleta, pararam por volta das 17 horas, esperando melhor momento para atravessar a pista. Situação de revolta quando olhamos para o campo politico/administrativo e nada tem sido feito para solucionar a cruel realidade.
Três situações podem ser feitas com muita urgência para prevenir mais tragédias.
- Construção de um túnel ou de uma passarela ou até mesmo colocar uma equipe fixa da Policia Rodoviária Federal sobretudo em horários de pico como das 6h30 às 8, das 10h30 às 14 e das 16h30 às 18 horas.
Quem mora naquela parte da cidade onde foram levantados diversos loteamentos e o próprio Distrito Industrial convive diuturnamente lado a lado com a morte. Cheira sangue transitar naquele trecho. E as autoridades pelo visto parecem não estar nem aí, o jogo de empurra predomina.
Município e Estado não podem fazer nada porque a área é de responsabilidade da esfera federal, o Denit não se posiciona, na há cobrança por parte dos vereadores, deputados, e a banda vai passando.
A cada dia aumenta o número de gente passando pelo local, estudantes, trabalhadores, a pé, de moto ou bicicleta e nada de concreto tem levantado. Quando morre alguém e até parece que a vida de trabalhadores e de quem reside na periferia não tem valor, tem o mesmo peso da vida de um abastado, juiz, delegado, enfim, não dá para fazer distinção.
O Ministério Público, OAB, e as demais entidades de classe poderiam cerrar fileiras e engrossar esse alerta. Não custa nada unir forças para promover tranquilidade para quem vai ou para quem fica em casa todos os dias ao ser obrigado a cruzar pela via. Chamo a atenção de todos não somente de quem reside naquela região como meus parentes, mas conhecidos, gente em geral.
Espero mais uma vez por meio desse artigo encontrar eco entre todos para que possamos solucionar esse problemão. Graças a Deus que apesar do grande demanda de gente circulando no local ainda é pouco o número de registros trágicos mas até quando depender da sorte. A violência no transito é medonha.
Outra alternativa seriam as lombadas eletrônicas, quebra-molas, mas deveria ser numa distância entre duzentos metros até chegar no trevo. Correto mesmo e mais seguro seria a construção de um túnel ligando um e o outro lado da pista, além de ampliar a segurança de pedestres, ciclistas e motociclistas.
Falta vergonha na cara dos nossos governantes, respeito para com o ser humano, e decência de quem detém o poder para abrir a boca e começar a cruzada e assim evitar mortes e alijamentos como tem acontecido ultimamente. Esse espaço se tornou muito crítico é um dos mais perigosos instalados na cidade muito mais do que a passagem do BNH Quarto Plano com o Campo Dourado, que também carece de atenção especial. O que os moradores daquela região esperam no momento é que haja respeito e sensibilidade e acima de tudo ação urgente para que novos registros fiquem somente nas estatísticas do passado.
União de governos funciona azeitadamente em épocas eleitorais, depois cada um joga a responsabilidade para outro.
Até quando vamos ter que esperar?
* O autor é jornalista/radialista