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Opinião

ARTIGO: Obrigado, Dourados!

20 de dezembro 2015 - 21h32 Por Wagner Cordeiro Chagas
ARTIGO: Obrigado, Dourados!

Wagner coluna Muitas pessoas que habitam os municípios vizinhos de Dourados têm uma relação muito forte com esta cidade. Tem sido assim comigo desde que me entendo por gente. Como tenho vários parentes que nela moram, desde garoto me lembro de meu pai nos falar: “vamos a Dourados?” Não dava outra, colocava a mãe e meus irmãos no Opala, Passat, Fusca, Belina, Brasília, Corcel, e por muitas vezes nos ônibus da Viação Motta, e partíamos de Fátima do Sul para lá, tendo como caminho a rodovia MS 376, mais conhecida como ‘linha do Barreirão’.

Mais tarde, nos tempos de estudante universitário do curso de História, entre 2005 e 2014 (graduação, especialização e mestrado) na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) conheci melhor a terra natal de meu pai. Foi nessa época também que conheci minha amada esposa Ana Paula, habitante de Fátima do Sul como eu, grande amiga de curso e que hoje compartilha comigo a felicidade de termos formado uma família, cuja primeira herdeira é nossa pequena Ana Clara.

Foi em Dourados que aperfeiçoei esta prazerosa arte da escrita (iniciada nos anos iniciais de ensino fundamental, por meio das atividades de diversas professoras de Língua Portuguesa) com a publicação de meu primeiro texto no jornal Diário MS, em 8 de outubro de 2005, e depois no jornal O Progresso, no dia 12 de setembro de 2006.

Em Dourados me aprofundei ainda mais nos estudos e confirmei que meu caminho era mesmo o da educação, como professor. Na universidade inicie pesquisas a respeito de história política de Mato Grosso do Sul, das quais a mais relevante finalizei em 2014, no curso de mestrado, a respeito das primeiras eleições para governador do estado ocorrida em 1982. Consegui até publicar um livro pela editora douradense Seriema, em 2013. De Dourados parti com os amigos de turma para viagens a importantes eventos acadêmicos que muito contribuiram para nossa formação intelectual. Não me esqueço do professor de Sociologia Valdeir Justino que comentava, quando voltávamos das viagens: “agora vocês descobriram que o mundo ultrapassa os limites entre o rio Dourados e o rio Brilhante”.

O contato com o curso de História me fez despertar ainda mais para a militância política por meio de filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) – filiação esta encerrada neste ano devido às decepções com os rumos da legenda. Foi uma militância muito tímida, é verdade, mas a partir dela me conscientizei cada vez mais de que é preciso lutar por um mundo melhor, é necessário ter um pouco de idealismo, apesar desses tempos de individualismo cada vez mais abrangente.

Hoje Dourados continua a fazer parte de minha vida e da minha família.  A dependência de diversos serviços oferecidos na cidade nos faz deslocarmos frequentemente até lá. A Dourados dos irmãos Guarani-Kaiowá e Terena, dos negros, brancos, árabes, japoneses, paraguaios, italianos, alemães, entre tantos outros povos e culturas. A Dourados dos irmãos da periferia, do centro, e dos bairros nobres. Enfim a todos os que residem nesta aconchegante terra, meu muito obrigado por tudo e meus parabéns pelos 80 anos de emancipação político-administrativa. Um feliz fim de ano e excelente 2016 a todas e todos os douradenses!  

* O autor é Mestre em História e professor em Fátima do Sul. E-mail: [email protected]